Irreverente, Guiñazu conquista o Vasco e quer virar a página após lesão


guinazu e aranda vasco treino (Foto: Fábio Castro / Agência Estado)
 
O estilo de Pablo Horácio Guiñazu é inconfundível. Irreverente, engraçado e boa praça, o volante chama a atenção por onde passa. E não é diferente no Vasco. Contratado no meio de 2013, o argentino sofreu uma grave lesão muscular na coxa direita e fez apenas cinco jogos com a camisa cruz-maltina. Mas se ainda não conseguiu ajudar muito dentro de campo, fora dele o jogador já parece ter conquistado o grupo. Sempre sorridente e brincalhão, costuma divertir os companheiros durante os treinos. Quando as jogadas saem conforme o planejado, ele solta a expressão “que lindo, papá, que lindo!” e arranca gargalhadas. Na última terça, disse que tinha feito trancinhas no cabelo em 2013 porque estava “ficando maluco” devido ao tempo longe dos gramados após a lesão.
 
O problema na coxa direita, aliás, já é passado. Bem fisicamente outra vez, Guiñazu vem treinando sempre entre os titulares e deve estar em campo na estreia cruz-maltina no Campeonato Carioca, diante do Boavista, no próximo sábado. Uma espécie de recomeço para quem se machucou logo em sua primeira partida pelo Vasco.
 
– Lesões acontecem. Eu teria até estreado antes se a decisão fosse só minha. Foi no tendão, não no músculo. Não dá nem para dizer que joguei antes da hora certa. Arrebentou o tendão. Poderia ter arrebentado até no treino. Agora tenho que apagar isso, virar a página e continuar treinando como venho fazendo. O carinho da torcida vascaína comigo é impressionante e quero retribuí-lo. Às vezes até fico surpreso. Tive sondagens para sair agora no fim do ano, mas tenho contrato e respeito isso – disse o argentino ao GloboEsporte.com.
 
Entre uma e outra brincadeira, Guiñazu também fala sério. Aos 35 anos, o camisa 5 tem contrato com o Vasco até julho de 2015. Mas engana-se quem pensa que ele pretende encerrar a carreira ao fim desse período. Pelo menos por enquanto, o jogador ainda não faz planos para o assunto.
 
– Não penso em aposentadoria ainda. Vou levando a cada treino, a cada teste. Ainda estou respondendo bem dentro do necessário para um atleta profissional. Vou me guiando por isso. Tenho que estar preparado para jogar bola. Não adianta ter 37 anos e já não conseguir fazer o que quer. Sou assim, é o meu jeito. Vou ver meu tempo de parar. Sinceramente? O dia que eu não conseguir mais passar o que posso para o grupo eu vou tomar a decisão. Mas no momento estou me sentindo bem fisicamente e isso é o mais importante – resumiu.
 
Uma possibilidade que o argentino não descarta, no entanto, é seguir morando no Brasil no futuro. Depois de cinco anos defendendo o Internacional, ele já se sente identificado com o país. Agora, começa também a aprender o jeito carioca de levar a vida.
 
– Às vezes ainda falo um “bah”, até pelo tempo que morei em Porto Alegre, mas já gosto muito do Rio. É uma cidade espetacular e me adaptei rapidamente. Vejo grandes chances de morar no Brasil após a aposentadoria. É um país lindo e onde me sinto feliz. A forma como fui recepcionado, o trato que nos dão… Ainda não pensei muito nisso, mas tem chance.
 
Fonte: GloboEsporte.com

✠ ✠ ✠ Escreva um comentário ✠ ✠ ✠