Novo ano, velhos perseguidos: Diogo Silva e Bastos são vaiados na estreia


A temporada é outra, mas os hábitos parecem os mesmos. Bastou um jogo em São Januário para a torcida do Vasco voltar a perseguir velhos conhecidos. No retorno ao estádio em jogos oficiais após quatro meses (a última partida havia sido contra o Vitória no dia 18 de setembro), empate em 1 a 1 com o Boavista pela primeira rodada do Campeonato Carioca. O suficiente para os vascaínos, ainda com as fracas atuações de 2013 e o rebaixamento vivos na memória, perderem a paciência. Os escolhidos da vez foram o volante Fellipe Bastos, que desperdiçou um pênalti, e o goleiro Diogo Silva, que sequer teve culpa no gol do adversário. O único jogador a ter seu nome gritado pelos torcedores após o tropeço em casa foi o colombiano Montoya.
 
Os vascaínos começam apoiando sua equipe. Com a suspensão de um ano da principal torcida organizada do clube, a única bateria ficou localizada na curva atrás do gol. Mas o incentivo acabou quando Diogo Silva não conseguiu impedir o gol de empate do Boavista aos 16 minutos do segundo tempo. O goleiro, aliás, teve boa atuação. Quando exigido, fez grande defesa após cabeçada dentro da área ainda na etapa inicial. No chute de Cascata, no entanto, nada pôde fazer. A finalização saiu forte, bem no canto direito. Mas bastou a bola entrada para o goleiro passar a ser vaiado sempre que pegava na bola. As primeiras reclamações ao jogador surgiram antes mesmo de a bola rolar, quando o nome do camisa 25 apareceu no placar.
 
Fellipe Bastos Vasco x Boavista (Foto: Bruno Gonzalez / O Globo)
 
Com Fellipe a situação foi um pouco diferente. Perseguido em anos anteriores pela torcida, o volante foi emprestado em 2013. Teve boa passagem pela Ponte Preta e voltou ao Vasco no início da temporada. Titular, atuou um pouco mais avançado na criação da equipe. Levou perigo em algumas cobranças de falta, mas seu lance chave no jogo foi aos 34 minutos do segundo tempo. Após pênalti sofrido por Montoya, o camisa 6 desperdiçou a chance da vitória e começou a ser vaiado. Pouco antes, o atacante William Barbio, que também retornou ao clube recentemente após passagem pelo Bahia, ouviu um misto de vaias e aplausos ao ser substituído.
 
 A situação logo na primeira partida acendeu o alerta em São Januário. Tanto que o técnico Adilson Batista pediu uma trégua aos torcedores e deixou claro que as reclamações não vão interferir em nada nas suas escolhas.
 
– Não é a primeira vez que o Fellipe Bastos é vaiado. Ele é um jogador experiente apesar de ser jovem e não se esconde em um momento desses. Mas gostaria de contar com o apoio dos torcedores. O clube precisa e os atletas também. As vaias não interferem em nada no meu pensamento, na minha escalação. Temos que mostrar aos jogadores no dia a dia que confiamos neles. Temos que passar tranquilidade. Faz parte da nossa profissão. Isso serve para que eles cresçam profissionalmente e passem por cima de determinadas situações que acontecem no futebol – resumiu o treinador.
 
O elenco do Vasco ganhou folga neste domingo – a primeira desde a reapresentação – e volta aos treinamentos na próxima segunda-feira, em São Januário. Na quarta, o time encara o Macaé, às 19h30m (de Brasília) no estádio Moacyrzão, pela segunda rodada do Campeonato Carioca.
 
Fonte: GloboEsporte.com

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