Vasco quer aproveitar boa sequência para resgatar torcida e caldeirão de São Januário

Arquibancada cheia é raridade
 

Com a volta das vitórias e atuações animadoras, o Vasco lembra ao seu torcedor que o sentimento não pode parar. Mas a julgar pela presença de público em São Januário, o caldeirão está em fogo baixo, após o rebaixamento do clube no Brasileiro e o início de ano irregular. Somando o número de pagantes dos quatro jogos do time no estádio no Campeonato Estadual, não seria possível completar nem a área do mandante, que tem capacidade para 18 mil pessoas. Até aqui, um total de 17.489 torcedores pagaram para ver a equipe, média de 4.372 por jogo.

 

— Alguns torcedores ainda não acreditam. Queremos resgatá-los. Estamos sentindo falta — afirmou o zagueiro Rodrigo.

 

O capitão da equipe não quis discutir se o banimento da maior torcida organizada do clube, a Força Jovem, influencia na lotação de São Januário. No jogo da última quarta-feira, contra o Resende, houve apenas 3.789 pagantes. No anterior, a derrota para a Cabofriense, o melhor público do ano no estádio: 6.114 pessoas.

 

O aproveitamento em casa não é de caldeirão. De 12 pontos, o Vasco conquistou sete, ou 58%. Venceu Friburguense e Resende, empatou com o Boavista e perdeu para a Cabofriense. Irregularidade que o time espera ter deixado para trás.

 

— A gente tem jogado bem. Perdemos jogos que estavam sob controle — disse Rodrigo.

 

No momento, o Vasco parece estar em evolução. Quer usar a fase positiva para que sábado, diante do Bonsucesso, o time sele a paz com a torcida em São Januário. A defesa é a menos vazada do campeonato. Edmílson, um dos artilheiros, com sete gols. E o meio-campo se acertou sob a batuta de Douglas. Mas…

 

— Não passamos por todas as dificuldades. Elas virão na reta final — alertou Rodrigo, elogiando o conjunto do Vasco. — Todo mundo marca e joga. Está dando certo. Ninguém faz biquinho se fica de fora.

 

O rodízio que começou por planejamento virou necessidade e deu ao técnico Adílson Batista soluções. O elenco limitado mostrou-se competitivo. Mas nem Rodrigo, franco, se arriscou a escolher adversário de semifinal:

 

— Qualquer um que esteja acima.

 

Hoje, só Flamengo e Fluminense. A Cabofriense empatou com Volta Redonda em 1 a 1.

 

Artilheiro dedicado à fisioterapia

 

Presente em todos os jogos do Vasco no ano, o atacante Edmílson vai encarar um “intensivão” no tratamento da torção do tornozelo esquerdo para jogar sábado. O atacante nem treina hoje com o grupo no CFZ, a fim de se dedicar aos dois períodos de fisioterapia iniciados ontem, depois de receber uma pancada no jog
o com o Resende.

 

O goleador da equipe segue para a concentração com os companheiros e só não jogará se estiver com muita dor. Segundo o departamento médico do Vasco, a torção não foi grave, e o jogador não tem dificuldade para andar.

 

— O pé dele está um pouco inchado, mas ele estava dando chute na parede lá dentro — brincou o zagueiro Rodrigo, otimista pela presença do camisa sete.

 

O departamento médico tem se esvaziado. Guiñazú treinou ontem com bola e virou opção, assim como Éverton Costa, que se recuperou de uma pancada forte no joelho.

 

Sem tantos problemas, o técnico Adílson Batista terá que escolher tecnicamente. E haverá briga por vaga do meio para a frente. Os desfalques são André Rocha, suspenso, e Marlon, único em recuperação de lesão.


Fonte: Extra Online

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