Pedro Valente relembra Joinville e considera legítima defesa de torcida

Com todo o respeito às decisões da Justiça, mas tendo dedicado sessenta anos da minha vida ao estudo da defesa pessoal e coletiva, através do jiu-jitsu, e vendo e revendo a filmagem dos lamentáveis acontecimentos em Santa Catarina, afirmo com convicção que se não fossem alguns elementos, supostamente da Força Jovem, defenderem a torcida do Vasco, onde haviam mulheres e crianças, da agressão coletiva por parte de um bando da torcida do Atlético Paranaense, que investiu contra ela, certamente por falta de saídas de escape naquele local, teria havido uma tragédia.

 

É lógico que depois o que se viu foram cenas injustificáveis de covardia de ambas as partes, mas que, naquelas circunstâncias de falta de controle geral e principalmente irresponsável falta de policiamento, já vimos acontecer em diversos países inclusive do primeiro mundo.

 

Considero uma demasia punir a torcida organizada do Vasco no seu todo, quando deveriam ser punidos, depois de julgados, apenas os torcedores das duas torcidas que se excederam e cometeram os atos de covardia.

 

É bom lembrar que quem tudo começou, nas arquibancadas, foi a torcida do Atlético Paranaense. A do Vasco, no início, apenas agiu em legítima defesa.

 

A diretoria do Vasco deveria se posicionar em defesa de sua torcida. Por que agora só a Força Jovem é proibida coletivamente de entrar nos estádios, quando outras torcidas de outros clubes já protagonizaram também episódios muito mais recrimináveis e de consequências muito mais graves?

 

Fonte: Site do Pedro Valente

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