Pedidos de liminares de vascaínos são rejeitados pela Justiça; Confira

Por conta da violência ocorrida no jogo com o Atlético-PR, no Brasileiro-2013, a torcida do Vasco bem que tentou impedir o rebaixamento do seu time no Nacional por meio de ações na Justiça comum, mas seus pedidos de liminares têm sido rejeitados pela Justiça. Torcedores, no entanto, insistirão e ainda tentam indenizações da CBF com relatos dramáticos de agressões e ameaças.

A argumentação dos vascaínos é de que a briga generalizada entre as torcidas ocorrida na arquibancada provava que não havia condições de segurança. Assim, pela alegação da ação dos torcedores, o jogo deveria ser impugnado e a contabilização de três pontos para o Vasco pela aplicação do regulamento do Brasileiro. Isso livraria o time da Série B.

Por conta do episódio, também foi pedida à Justiça a destituição do presidente da CBF, José Maria Marin, e do presidente do Atlético-PR, Mário Celso Petraglia, com base no Estatuto do Torcedor. Houve ações neste sentido nas Justiça em Santa Catarina, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Só que até agora todos os tribunais rejeitaram os pedidos dos vascaínos. A maior parte dos juízes alega que não há urgência em atender essas reivindicações porque é possível analisar o caso nos processos. E há cortes que rejeitaram as ações.

A CBF, no entanto, está bem prevenida já que também utilizará o advogado Carlos Miguel Aidar, que tem vencido as ações contra torcedores da Portuguesa, na sua defesa contra os vascaínos. “Minha intenção é levar os casos para o STJ (Superior Tribunal de Justiça). Acredito que temos boas chances no tribunal”, afirmou o advogado dos vascaínos Luiz Roberto Leven Siano. Ele já recorreu das liminares para a segunda instância dos tribunais estaduais.

A preocupação da CBF se justifica porque, além dos pedidos de destituição e de mudança do Brasileiro, há várias reivindicações de indenizações por parte do torcedores contra a confederação e o Atlético-PR.

E, se houve derrota nos pleitos para alterar o Nacional, as cobranças de compensação têm maiores chances de triunfo. Basta ler os relatos de violência e ameaças sofridas pelos torcedores. Um exemplo é do torcedor Edson Veber:

“Possuo os bilhetes 1979 e o 418 referente a minha filha de 12 anos onde tive que retirá-la nos braços do estádio devido a ter sido pisoteada, estou indignado pelo Atlético-PR não estar sendo culpado pela segurança. Sai do estádio com 17 minutos do jogo com a minha filha ao prantos. E a mesma dizendo que nunca mais quer ir a um jogo do Vasco.”

Essas discussões sobre indenização, assim como as outras, serão realizadas sem liminares durante os processos movidos pelos vascaínos contra a CBF. Se os torcedores ganharem, seus advogados poderão escolher qual réu irá pagar pelas despesas. Isso é o que preocupa a confederação.

Fonte: Blog do Rodrigo Mattos – UOL Esportes

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