Imortal e estatutário, remo do Vasco convive com descaso e abandono

Sede Náutica do Vasco (Foto: Arquivo Lance!)

 

“No remo és imortal”. A frase pertence ao hino do Vasco, mas está longe de representar o valor dado ao esporte pela diretoria cruz-maltina. Hoje, os atletas que não têm carteira assinada estão há oito meses sem receber salário ou ajuda de custo. Os poucos que estão vinculados ao clube convivem com atraso de três meses, já que o pagamento é feito sempre no limite de quando podem entrar na Justiça.

Mas este não é o único motivo de críticas para a situação atual do remo vascaíno. Nos últimos dias, a empresa responsável pela alimentação dos atletas passou a servir uma comida bastante simples, e não mais a balanceada. O motivo? O clube deve cerca de R$ 300 mil para o fornecedor dos alimentos.

Para completar, a falta de material é cada vez mais comum. Muitas vezes, os atletas competem com o equipamento de treino, algo que não acontece nos outros clubes. A reportagem do LANCE!Net recebeu uma denúncia que estaria havendo desvio de uniformes na sede náutica, algo que não chegou a ser comprovado.

– É um absurdo o que estão fazendo. Quase toda sexta falam que vão pagar e não pagam. Estão devendo para o cara que fornece alimentação e a comida está a cada dia mais simples. Isso sem falar no material, tanto a parte dos barcos quanto de uniforme. Está abandonado – disse um funcionário que não quis ser identificado por medo de represálias.

No que diz respeito a títulos, o Vasco saiu do cenário e hoje a disputa é entre Botafogo e Flamengo no Rio de Janeiro. Vale ressaltar que o remo é um esporte estatutário do Cruz-Maltino.

MASTER FAZ MULTIRÃO PARA COMPRAR MATERIAL

Se o clube não paga salários nem ajuda de custos, pensar em material novo para os remadores é praticamente impossível. Assim, a equipe master do Vasco formou um grupo à parte para ajudar financeiramente na compra destes materiais. Desde o início do ano passado, cerca de 20 atletas mais experientes pagam uma mensalidade de cerca de R$ 100 para fazer melhorias na sede náutica.

A principal dela foi a compra dos remos ergômetros, que simula a ação da remada. Dos nove que existem no clube, sete foram adquiridos por este grupo do master. Além destes, outros materiais também foram adquiridos neste modo, como equipamentos para o barcos e outros materiais para a parte interna.

Segundo o L! apurou, o dinheiro pago pelo grupo não chega nas mãos do clube. É algo independente e feito apenas para a compra de materiais, já que a atual gestão não comprou nem dez barcos em seis anos.

Fonte: LANCENET!

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