Arena terá segurança reforçada para ameaçados de queda Joinville e Vasco


Não é exatamente um jogo de risco. Mas há um sinal de alerta para o policiamento preventivo da partida entre Joinville e Vasco no próximo domingo, na Arena Joinville. Não há rixa de organizadas nem rivalidade entre os clubes – cenário bem diferente, por exemplo, da verdadeira guerra promovida no mesmo local em 2013, entre uniformizadas do Atlético-PR e do Vasco, que perdeu a partida e caiu para a Série B naquela partida marcada pela briga no primeiro tempo de jogo. Mas o comando do policiamento para a partida se preocupa com a situação dos times e uma possível revolta dos torcedores em caso de rebaixamento. As duas equipes podem ser rebaixadas no fim do jogo, dependendo do resultado dos concorrentes para escapar da queda.

Em reunião com organizadas do Joinville, com a diretoria do clube, agentes de trânsito e outros agentes da segurança pública, o major Paulo Grams lembrou que a prevenção precisa ser feita em cima da pior hipótese: ou seja, um dos clubes rebaixados e uma torcida furiosa querendo protestar no estádio, dentro ou fora do campo.
– Pode acontecer (o rebaixamento), depende de um somatório de resultados. Aí num cenário desses a torcida, revoltada com equipe, pode tentar invadir o campo, pode tentar agressão de jogadores. Fizemos esse dimensionamento de policiamento, baseado nisso. Não acredito em problema com as organizadas, pois não têm esse histórico entre elas. Único problema que pode ocorrer é, num caso desses de rebaixamento ou até de expressiva vitória de um dos lados, haver revolta com as equipes. Não esperamos problemas, mas temos que trabalhar com o pior cenário possível para estarmos prontos para qualquer coisa – explicou Grams.

Serão 100 policias do Batalhão na partida. Um número maior do que em partidas do time da casa – quando se tem 50 policiais, no máximo 70. Mas inferior a clássicos locais e jogos de maior apelo – quando chega a ter 200 policiais na partida. Com poucas chances de escapar da queda, a torcida do Joinville não deve comparecer em bom número ao jogo, avalia Grams. O major, porém, acredita em lotação máxima do setor do Vasco – lembrando a torcida grande de clubes cariocas na cidade.Menos de dois mil ingressos serão comercializados para os vascaínos.

A Polícia Militar vai receber em dois pontos de Joinville os vascaínos que vêm para a partida. Haverá escoltas – tanto de torcedores quanto da delegação vascaína, que chega nesta noite em Joinville – e contatos com organizadas que vêm para o jogo.

Identificação de torcedores proibidos na entrada

Em 2013, por recomendação do Ministério Público, que pedia distribuição fora de jogos de policiais na cidade, apenas seguranças particulares trabalharam na partida entre Atlético-PR e Vasco – que terminou 5 a 1 para os paranaenses e poderia ter sido suspensa com paralisação de mais de uma hora pela briga generalizada na arquibancada. O major lembra que aquele episódio marcou a cidade. Desde então, além do retorno de PMs para garantir a segurança nos estádios, foram realizados seminários e foi criada uma padronização de controle de eventos de futebol. Dois anos depois da briga em Joinville, Grams coloca o dedo na ferida.
– Houve orientação do Ministério Público para que se reduzisse o efetivo nas arenas. Não sei como seria com policiamento naquele dia, mas a responsabilidade da segurança era da equipe mandante. Se tivesse segurança suficiente, aquele episódio não aconteceria – afirmou.

Com a principal organizada do Vasco ainda suspensa dos estádios – até dezembro de 2016 -, o major da Polícia Militar avisa que haverá vistoria rígida na chegada ao estádio. O objetivo, além de buscar qualquer objeto que possa interferir na segurança da partida e das pessoas, é identificar possíveis torcedores proibidos de entrarem na Arena.

– Fizemos contato telefônico com as organizadas que vêm para a partida. Vamos fazer um trabalho diferente. Teremos uma equipe na bilheteria de visitante, monitorando todos torcedores. Munidos de fotos e equipamentos para identificar se há algum torcedor que não pode frequentar jogos. Principalmente evitar que aqueles que participaram daquele episódio de 2013. É questão de honra que não entrem na partida – lembrou o major da Polícia Militar.

Fonte: GloboEsporte.com

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