Com Odebrecht em dificuldade, governo busca solução para Maracanã

A negociação entre Governo Estado do Rio de Janeiro e a Odebrecht para a revisão do contrato do Maracanã arrasta-se há sete meses. O empecilho são dificuldades financeiras da construtora na operação do estádio. O Estado tenta agilizar uma solução com ou sem a empreiteira, embora seja impossível precisar quando isso vai se resolver.

A Concessionária tem levado prejuízo no estádio, e acumula dívidas para financiar sua operação. Por isso, a empresa passou a endurecer a negociação da renovação da concessão necessária após mudanças no projeto em que se desistiu de derrubar equipamentos esportivos. Exigiu uma cláusula de revisão de acordos a cada três anos, e questiona o valor a ser investido, em torno de R$ 150 milhões.

“Não temos problema com a cláusula de revisão de acordo a cada período porque isso acontece em várias PPPs. O valor acho que também não é o problema. O obstáculo são cláusulas contratuais”, contou o secretário da Casa Civil, Leonardo Espínola, sem especificar o nó da questão.

Mas a verdade é que há problemas financeiros, sim, na Concessionária. Após demitir 40% de seu quadro de funcionários, a empresa tem a intenção de conseguir um sócio para a concessão. Mas considera isso bastante difícil diante da situação do país. Por enquanto, a Odebrecht descarta entregar o estádio até porque teria de colocar dinheiro para fechar a operação, e negociar cláusulas com o governo.

Da parte do governo, não há uma negociação aberta com nenhum outra empresa para assumir a concessão. Mas Espínola admitiu que já houve interessados no negócio se houver uma desistência da concessionária do estádio. O governador Luiz Fernando Pezão mostra-se ansioso por uma solução.

“Quero estar confortável com uma posição da procuradoria do Estado de que posso fazer uma revisão na concessão reduzindo o valor de R$ 600 milhões para R$ 150 milhões. Ou teremos que fazer uma nova licitação”, afirmou o governador. “Quero uma solução ainda neste ano.”

Apesar da pressão do governador, nem a Casa Civil, nem a Odebrecht apostam em uma saída fácil ou rápida para o problema. É possível que fique para depois da Olimpíada, enquanto a Concessionária segue com as condições atuais até lá.

Fonte: UOL Esporte – Blog do Rodrigo Mattos

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