O trabalho na categoria sub-20 vai muito além das quatro linhas

Zagueiro Lucas Barboza fazendo levantamento de peso- Fotos: Carlos Gregório Jr-Vasco.com.br

A preparação do Vasco para a próxima edição da Copa São Paulo vai muito além dos trabalhos técnicos e táticos. Fora das quatro linhas, profissionais de outros setores do clube executam atividades importantes e que possuem como objetivo principal aumentar a capacidade de resposta dos atletas em outras valências importantes. No segundo semestre, após se despedirem do Campeonato Brasileiro, os jogadores do sub-20 iniciaram um treinamento especial de força na academia do futebol amador. Além de aumentar a massa muscular, o trabalho tem como meta desenvolver o repertório motor, articular e muscular dos atletas, fazendo assim com que os índices de lesões diminuam.

– Aumentar a massa magra desses garotos era o nosso objetivo inicial. Como o treinamento de força não tem apenas essa meta no Vasco, começamos um trabalho na sala de musculação visando deixar os garotos preparados para suportar um treinamento físico em campo. Em primeiro lugar, fizemos o acompanhamento dos atletas selecionáveis, aqueles que estavam mais em evidência, e já temos os primeiros resultados. Ficamos contentes vendo o Mateus Vital, com quem realizamos um trabalho específico, no profissional. O aumento da massa magra, do aumento da força e da condição de resistência são os resultados que buscamos. Nosso trabalho também busca evitar lesões dentro do campo. Sabemos que não temos como evitar uma lesão por traumatismo, mas dando uma condição física melhor para os atletas, a incidência delas será bem menor – afirmou Roberto Simão, Doutor em Educação Física e Especialista em Treinamento de Força.

 

 

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O setor de fisiologia acompanha o sub-20 desde agosto e organiza juntamente com a sua comissão técnica todo planejamento semanal e mensal. O trabalho em conjunto visa ajustar cargas, volumes e intensidades de forma coletiva e individual, visando a próxima temporada. Uma das maiores preocupações dos profissionais que participaram desse processo é a perfeição dos movimentos. Quanto mais correta for a forma que determinado exercício é executado, melhores serão os resultados. Embora o trabalho esteja em seu início, as melhoras já podem ser notadas. O grau de força dos atletas da categoria sub-20 evoluiu 20% nas últimas semanas.

– A qualidade do movimento é uma coisa que cobramos muito. Ninguém treina por treinar aqui no Vasco. Os atletas treinam com qualidade nos gestos, nos exercícios, partindo sempre do mais simples para o mais complexo. É bom deixar claro que também encaixamos o trabalho de força com o de campo, algo que chamamos de periodização tática. Isso é importante para que as atividades não sejam concorrentes. Programamos o trabalho de força e campo dentro nas nossas valências, das nossas necessidades. Temos o contato diário com o treinador, pois essa conversa nos deixa cientes do que cada atleta precisa para executar determinada função. Queremos que o garoto chegue no profissional pronto para jogar no Vasco, para ser o camisa 10, o zagueiro titular, o goleiro titular. O nosso maior objetivo é formar jogadores de qualidade – explicou Fabrício Vasconcelos Doutor em Educação Física e Especialista em Periodização Tática no Futebol.

 

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Comandado pelo Professor Carlos Herdy, o setor de fisiologia do futebol amador é integrado ao Caprres (Centro Avançado de Prevenção, Reabilitação e Rendimento Esportivo) e sua coordenação nas categorias de base pertence ao Professor Márcio Saldanha, que possui um contato direto com o coordenador científico Alex Evangelista, responsável pela condução desse processo na equipe profissional através do projeto “Lesão Zero”. O trabalho desenvolvido conta com o respaldo de Álvaro Miranda, diretor geral do futebol amador.

– O trabalho desenvolvido pelo Alex Evangelista com o Caprres no profissional  é referência e contribuiu bastante para o melhor rendimento dos atletas durante a temporada. Nosso objetivo é estendê-lo para as categorias de base e para que isso aconteça é necessário uma mão de obra qualificada. O Saldanha, o Simão e o Fabrício são profissionais competentes e os trouxemos para desenvolvermos um trabalho mais correto e dedicado aos nossos jovens jogadores. Importante destacar também a participação de todo o Departamento Médico, como os fisioterapeutas, os médicos e a equipe de suporte. Tenho certeza que vamos colher os frutos desse processo no trabalho de formação em breve – declarou Álvaro Miranda.

 

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Outro detalhe importante e que contribui bastante nesse processo é o entendimento da importância do trabalho por parte da comissão técnica. A continuidade do mesmo dentro das quatro linhas é de responsabilidade dos preparadores físicos Gustavo Lázaro e Brandi Regato, responsáveis por esse setor na categoria sub-20. Em entrevista ao Site Oficial, os profissionais elogiaram a metodologia e revelaram mais detalhes sobre a mesma.

– Acreditamos que o trabalho da divisão de base de qualquer clube de futebol é revelar jogadores para o profissional. Fazer uma preparação física voltada apenas para o rendimento não traria os benefícios que queríamos. Foi a essa conclusão que chegamos aqui no Vasco após uma série de reuniões. Então, voltamos a nossa preparação para o desenvolvimento muscular dos atletas, priorizando nesse processo os trabalhos de força. Como estamos lapidando os atletas para o time principal, seria importante que eles chegassem na equipe de cima com as valências físicas mais elevadas, ou seja, com uma estrutura parecida com a de um jogador profissional. Isso é fundamental, pois lá eles irão conviver com homens e não mais com meninos – disse Gustavo Lázaro.

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– Elaboramos primeiro um período de treinamentos com mais volume na sala de musculação, com o objetivo de desenvolver o repertório do atleta. No segundo momento, ainda na academia, mas com volume menor, o objetivo passou a ser o de desenvolver a força muscular. Depois, no terceiro momento, tiramos da academia e, já com o repertório motor desenvolvido, realizamos o treino de transferência de movimento com ênfase em potência, incluindo o gesto motor. Essa fase tudo foi feito no campo de forma específica. Agora incluímos o treinamento funcional com core e força, que visa a manutenção dos níveis adquiridos até o momentos. Essa metodologia tem como objetivo equilibrar e fortalecer as ações musculares, previnindo lesões – explicou Brandi Regato.

Fonte: Site Oficial do Vasco

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