Existe outro Vasco da Gama em Curitiba. E ele já está na 2ª divisão

O nome é praticamente o mesmo, a camisa possui a faixa transversal, e no campo há cruz de malta por todos os lados. Quem vai à Rua Raposo Tavares, número 808, no bairro do Pilarzinho, em Curitiba (PR), sente-se praticamente em São Januário, mas na realidade chega à casa do xará mais humilde do Cruzmaltino carioca: o Vasco da Gama Futebol Clube, equipe fundada em 1937, que disputa as ligas amadoras de futebol do Paraná e que, assim como seu primo famoso, não vive seu melhor momento dentro de campo.

Há seis anos, o “Vasquinho”, como é popularmente conhecido na região, caiu para a Liga Suburbana, espécie de 2ª divisão da várzea curitibana, e de lá ainda não conseguiu sair. Neste ano, o time até chegou no quadrangular final, mas acabou não ficando entre os dois primeiros, o que concederia o tão sonhado retorno da equipe à 1ª divisão.

Neste fim de semana, o “Vasquinho” também está de olho na elite do futebol nacional e vive a expectativa do decisivo jogo deste domingo, às 17h, no estádio Couto Pereira, entre o Vasco – o Club de Regatas – e o Coritiba, num duelo que pode decretar o rebaixamento de um dos dois.

Funcionário há 16 anos, Orlando Siqueira garante que o clube paranaense está dividido para a partida. “Eu vou torcer para o Coritiba, mas vão ter muitos que irão torcer para o Vasco. Tem ao menos uns cinco jogadores e alguns diretores que são vascaínos. Vai estar 50% pra cada lado”, disse Siqueira, que mora no local.

Para Orlando, a crise financeira, que também assola o xará carioca, foi fundamental para o declínio do clube. Por conta disso, ele não se intimida em pedir ajuda a ninguém menos que Eurico Miranda.

“Estamos indo aos trancos e barrancos. Os gastos são grandes. São 300, 500 pilas por jogador. Se o Eurico pudesse dar uma mãozinha para a gente seria muito bem-vindo”, declarou Orlando, que vê algumas semelhanças entre a personalidade do cartola e do presidente do clube, Paulo Roberto da Silva, que é vascaíno.

Clássico do bairro tem polícia e ingresso

Se no Rio de Janeiro o Flamengo é considerado o maior rival do Vasco, em Curitiba, o clássico de Pilarzinho é entre o Vasco da Gama Futebol Clube e o Operário, que tem em suas cores predominantes o vermelho e o branco. De acordo com Orlando, quando as equipes se enfrentam, o bicho pega.

“Rapaz, tem que cobrar entrada e precisa de policiamento. A coisa é séria”, disse o funcionário, relatando que em algumas ocasiões os ânimos se exaltaram a ponto dos times irem às vias de fato.

Sede social tem forró

Assim como o Cruzmaltino carioca, o Vasquinho também possui mais de uma sede. No bairro de São Francisco se encontra a instalação social, e o que movimenta o caixa por lá são os animados forrós de sexta e sábado à noite. No local, quem administra é o cearense Maerlio Barbosa, que lembra que nos primeiros anos, o clube arrastava multidões.

“Esse time quando surgiu tinha mais torcida que o Coxa e o Atlético-PR. Mas eles nunca quiserem se profissionalizar”, destacou.

A sede social do Vasco da Gama Futebol Clube fica na rua Doutor Roberto Barroso, número 1190, em São Francisco.

Fonte: UOL Esporte

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