Conselho vota balanço, e decisão abre portas para Vasco usar R$ 3 milhões


O presidente do Conselho Deliberativo do Vasco, Luis Fernandes Manuel, convocou reunião para esta noite de terça-feira. Na pauta, julgamento das contas de 2014. Em reunião na última sexta-feira, o Conselho Fiscal, por dois votos a um, assinou parecer de aprovação do balanço financeiro do ano passado com ressalvas. Pesa na decisão a favor da recomendação positiva – e também vai influenciar nos votos da maioria do Conselho, formado por ampla base de apoio a Eurico – para o exercício financeiro do ano passado o cumprimento da exigência da Confederação Brasileira de Clubes. O Vasco tem à disposição R$ 2,9 milhões para empenhar diretamente na aquisição de barcos e equipamentos no remo e também na piscina do ainda desativado parque aquático de São Januário.

O presidente do Conselho Fiscal, Otto de Carvalho, e o membro indicado pela situação Rafael Landa votaram favoravelmente pela aprovação das contas, com ressalvas. Pela oposição, Diego Henrique de Carvalho, emitiu parecer contrário à aprovação. Entre as ressalvas, que serviram de base para o parecer adverso de um dos membros do Conselho Fiscal, estão saldo errados do balanço de 2013 – que ainda não tem auditoria externa e nem data para votação – no resultado do exercício de 2014 e ausência de notas explicativas.

As contas de 2013 e 2014 são referentes, no maior período, à administração Roberto Dinamite – Eurico assumiu em dezembro do ano passado e assinou o balanço que será julgado nesta noite na sede náutica da Lagoa. Entre justificativas na coletiva de imprensa em que assumiu a responsabilidade pelo rebaixamento do Vasco, Eurico disse que “tinha que aprovar” as contas de Dinamite, embora não devesse. A diretoria, por sinal, se dividiu inicialmente sobre a questão – alguns queriam colocar em Dinamite os votos de reprovação do Conselho Deliberativo do último de balanço da administração anterior. Mas venceu a posição daqueles que defendiam a aprovação, com ressalvas, para não perder a verba de quase R$ 3 milhões do repasse da CBC.

– Roberto Dinamite vai me obrigar agora a aprovar as contas. Não poderiam ser aprovadas, mas vou precisar aprovar com ressalvas porque sem ter essas contas aprovadas o Vasco perde os benefícios de diversos incentivos. Tem clubes que têm incentivos do Ministério dos Esportes, da Confederação Brasileira de Clubes e de outras entidades há alguns anos. Primeiro, tive que regularizar para o Vasco ter condições. Agora, vamos ter uma reunião amanhã para aprovar com ressalvas – disse Eurico Miranda.

Reforma da piscina é promessa de campanha

Para ter direito a receber o dinheiro pela primeira vez – a verba vem da Caixa Econômica Federal, mas não tem nada a ver com o patrocínio master ao clube -, o Vasco também precisará retirar a última certidão negativa com efeito de positiva – é outro pré-requisito. A expectativa é de que até o fim do ano as duas questão estejam resolvidas.

Entre as obras iniciais na piscina – para incentivar a natação paralímpica – estão intervenções nos blocos de partida e equipamentos de fisioterapia. A reativação do parque aquático foi uma das promessas do presidente Eurico Miranda durante a campanha para o retorno à presidência.

Apesar da provável aprovação desta noite, a contabilidade vascaína segue atrasada. A auditoria não tem previsão de ficar pronta – Eurico justificou a paralisação, na coletiva, e lembrou que há documentos dos últimos anos da gestão anterior que não estão disponíveis ainda – e as contas de 2013 seguem sem previsão de irem a julgamento no Conselho Deliberativo do clube. Até o fim do ano, o Vasco precisa também aprovar o orçamento para o exercício de 2016.

Fonte: GloboEsporte.com

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