Eurico na Sibéria rende gozações e repercute entre brasileiros de lá


A mudança de Eurico Miranda para a Sibéria não vai acontecer, mas a possibilidade colocada pelo próprio de ir morar na gélida região russa não foi esquecida. Além de muito citada com a consumação do rebaixamento do Vasco no Campeonato Brasileiro, ganhou repercussão até mesmo entre os brasileiros que moram naquela longínqua localidade.

Moradora há cinco meses da cidade de Tomsk, uma das principais da Sibéria, a paulista Stephanie Martins foi uma das que soube da declaração do cartola através da internet. Administradora de um canal no Youtube com dicas e curiosidades da região para os tupiniquis que se aventuram na região (“A coisa tá russa!”), ela garante que o polêmico dirigente seria bem recebido, embora faça a ressalva sobre o rigoroso frio.

“Claro! Só não sei se ele aguentaria o frio (risos)”, diz a brasileira, que relata as dificuldades iniciais de adaptação: “É um pouco difícil, principalmente por causa do frio que chega a -40ºC e a escuridão. O dia é muito curto e às 16h30 você já tem a sensação de que o dia acabou. Outra dificuldade aqui é a alimentação. Nos mercados você não tem uma variedade de vegetais, legumes e frutas, encontra apenas frango e carne de porco”.

Eurico disse em agosto que “iria para a Sibéria” caso acreditasse que o Vasco seria rebaixado. Um pouco distorcida, a declaração foi um prato cheio para os rivais nas redes sociais e virou o principal foco das gozações da queda cruzmaltina em memes que circulam pela internet. No Facebook, ao menos seis eventos foram criados e datados para o último domingo com o tema da ida do cartola para o frio russo.

Nesta segunda-feira, em entrevista coletiva onde assumiu a responsabilidade pelo rebaixamento, Miranda falou sobre a situação:

“Falei em morar na Sibéria para ficar longe. Lógico, isso não é frase de efeito. Acho que, se não fossem as razões que levaram isso a acontecer (rebaixamento), se eu não tivesse minha justificativa pessoal para o que aconteceu, não tenha dúvida que não ficava aqui um minuto”, disse Eurico.

“Não precisava ir para a Sibéria. Tem uns caras que devem estar tristes porque gostariam de ir comigo para a Sibéria. Até aqueles que têm problemas freudianos comigo. Quando falei sobre Sibéria, poderia falar Groenlândia ou qualquer lugar mais distante”, completou.

Por ser uma região longínqua, a Sibéria costuma ser citada em piadas para exemplificar um lugar bem distante. As brincadeiras em torno do local são algo que os brasileiros de lá já se acostumaram até mesmo vindas de parentes e amigos.

“Muitas pessoas não têm noção de como é a Sibéria. Muitos imaginam um lugar isolado, com iglus e pessoas mau humoradas. Devido à história, infelizmente essa região ficou conhecida como a terra dos excluídos. Um lugar onde todos que eram excluídos da sociedade na época da guerra eram mandados para cá. Por esse motivo eu fiz um canal no Youtube, para que todos conheçam esse lugar lindo”, diz Stephanie, que foi morar lá em função do trabalho de seu marido.

Caso Eurico resolva mudar de ideia e queira se transferir, de fato, para a Sibéria, terá que se adaptar não só ao clima e à questão gastronômica, como também ao fato de poucos brasileiros residirem por lá, a maioria universitários.

Se a saudade do futebol apertar, na própria cidade de Tomsk há um time de futebol que disputa o campeonato russo: o FC Tom Tomsk. E, por mais que as diferenças culturais com o Brasil sejam grandes, há quem recomende:

“Aqui é o lugar perfeito para você que quer ter experiências inesquecíveis, além de ter ótimas universidades, profissionais e de o custo de vida ser muito baixo. Espero que todos se apaixonem assim como eu”, afirmou Stephanie.

Fonte: UOL Esporte

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