Angioni reforça carinho pelo Vasco e foge de polêmica: “Prefiro guardar”

Eurico e Angioni em São Januário durante a temporada 2015 (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Paulo Angioni tem uma história de vida ligada ao Vasco. Em São Januário, começou sua trajetória profissional. Primeiro como supervisor de futebol, mais tarde como gerente executivo do departamento. Nesta quarta-feira, ele foi demitido pelo presidente Eurico Miranda no que o mandatário chamou de ”reformulação geral” do departamento de futebol. Será substituido por Isaías Tinoco, que deixou o Cruzeiro no fim de agosto, na função.

Com um título estadual e um rebaixamento nesta última passagem, Angioni lamentou a queda e diz que o resultado final do Campeonato Brasileiro foi injusto pela reação vascaína. Em entrevista ao GloboEsporte.com, o ex-gerente se esquivou de comentar as polêmicas extracampo. Era notório o relacionamento distante com Eurico Brandão, o Euriquinho, que sofreu desgaste ao longo do ano. Sem polêmica, Angioni minimizou quaisquer outras questões e resistências que existiam contra o seu trabalho.

– Prefiro guardar isso para mim – disse por telefone.

Confira abaixo a entrevista do ex-gerente de futebol do Vasco Paulo Angioni.

GloboEsporte.com: Como foi a saída do Vasco?
Paulo Angioni: A conversa foi extremamente cordial, entendi perfeitamente o que ele colocou para mim. Vida que segue. Tenho o maior carinho e admiração pelo Vasco e pelo Eurico. Foi uma conversa digna e honesta.

Qual avaliação que você fez do trabalho nesse ano?

O trabalho começou bem e terminou de forma ruim. É a vida. Lamentavelmente aconteceu. Tenho que saber entender e tirar os ensinamentos necessários.

Sai com algum arrependimento desse retorno, dessa nova passagem?

Arrependimento eu não vou dizer que tenho. Se passei por isso é porque tinha que passar.

O time teve uma recuperação boa, mas tardia.

Não era time para cair, haja vista a recuperação digna, bonita e grandiosa no segundo turno. Tanto que a torcida entendeu o esforço dos jogadores, incorporou o sentimento e apoiou até o fim.

Muito se falou durante o ano que havia resistência ao seu trabalho internamente…

Até compreendo, mas não me preocupei e nem permiti que isso pudesse me atrapalhar. Sigo minha vida em frente, não é possível agradar a todos.

Você acha que teve espaço necessário para realizar o seu trabalho?

Prefiro guardar isso para mim. O que eu gostaria mesmo de enfatizar é que a minha conversa com o presidente foi de uma delicadeza muito grande. Convivi muito tempo com o Eurico e a reunião foi extremamente cordial.

Quais são os planos para o futuro?

Já estou sendo procurado por outros clubes. Estou pensando, refletindo. Mas acho que agora vou reservar um tempo para a família.

Fonte: GloboEsporte.com

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