Procura-se uma casa. Flamengo, Fluminense e Botafogo ainda não sabem onde vão jogar em 2016


Flamengo, Fluminense e Botafogo correm contra o tempo em busca de uma “casa” para 2016. Enquanto o Vasco observa o caos com tranquilidade por ter São Januário, os rivais entram em uma fase decisiva sobre a próxima temporada. Arenas provisórias no estádio Luso Brasileiro, na Ilha do Governador, ou no Ítalo Del Cima, em Campo Grande, são as alternativas estudadas em razão dos fechamentos de Maracanã e Engenhão para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

O problema para a realização de qualquer empreendimento é financeiro. O custo está calculado na ordem de R$ 20 milhões para as construções de arquibancadas provisórias, estruturas físicas, além das reformas dos vestiários e das áreas destinadas aos jornalistas.

O Luso Brasileiro, que já recebeu projeto semelhante em 2005, e Ítalo Del Cima são visitados frequentemente por dirigentes dos clubes. O Governo do Estado do Rio de Janeiro já autorizou a utilização da Lei de Incentivo ao Esporte na reforma e garantiu isenção de ICMS ao parceiro. Até agora, porém, nada foi definido. É necessário que o martelo seja batido o quanto antes, já que a ideia é a de que a nova estrutura esteja concluída até maio.

“Ainda não sabemos se será construída na Ilha ou em Campo Grande. Buscamos investidores com apoio na Lei do Incentivo ao Esporte e avaliamos a alternativa mais viável. As obras têm um prazo e creio que o Governo do Estado tem todo o interesse em ajudar. O fato é que não podemos demorar para resolver isso”, afirmou o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello.

Rubro-negro e Fluminense estão alinhados no objetivo de construir uma arena com capacidade para receber em torno de 25 mil torcedores no Campeonato Brasileiro. O Botafogo apoia o projeto, mas tem alternativas para colocar em prática já no Campeonato Carioca. O presidente Carlos Eduardo Pereira considera a captação financeira complicada e não quer perder tempo.

“Não temos fonte de receita. Ninguém está com dinheiro sobrando. As soluções serão as mais simples e econômicas possíveis. Trabalhamos com a reforma do Caio Martins para jogos de menor porte [até seis mil pessoas] e com Juiz de Fora nas partidas maiores”, comentou.

“Isso tudo é um problema de planejamento. Não colocaram no orçamento da Olimpíada uma alternativa para os clubes cariocas que ficarão sem estádio. Estamos nessa corrida e sem saber o que pode acontecer. É uma luta contra o relógio”, completou o mandatário alvinegro.

Fonte: UOL Esporte

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