Prejuízo do Vasco por falta de público supera R$ 1 milhão e é o 6º maior do Brasileiro

Vasco treina em São Januário nessa terça-feira 07 de julho. Foto: Rafael Ribeiro / Vasco Imagem destinada a uso INSTITUCIONAL e EDITORIAL, seu uso COMERCIAL, montagens, alteração do conteúdo, propaganda, impressão, inclusão de logomarcas, produção de cards de divulgação de partidas esta vetado incondicionalmente por seu autor e pelo Club de Regatas Vasco da Gama. Créditos obrigatórios de acordo com a Lei Federal 9610/98

Os 20 clubes da Série A fecharam 2020 no Brasileirão com prejuízo acumulado de R$ 20.145.795,93 por falta de público por conta da pandemia. O total é resultado do levantamento do blog pelos documentos enviados por cada um dos times para as suas respectivas federações e, então, repassado para a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) até a última rodada do ano passado.

É bem importante destacar que o levantamento considera apenas o prejuízo pela realização das partidas pela obrigação de cada clube de arcar com gastos como segurança, doping, arbitragem e despesas operacionais do estádio. Esses custos, normalmente, são cobertos com a presença de público.

O rombo com os portões fechados por causa da pandemia é ainda maior do que isso se considerada a receita que não entra com a venda de ingressos, consumo de itens no estádio e pagamento das mensalidades de sócio-torcedor.

Por jogarem no Maracanã, Flamengo e Fluminense mantêm a liderança com folga. O time das Laranjeiras precisou desembolsar quase R$ 2,7 milhões para realizar 14 partidas no ano passado. Já o Rubro-Negro tem seus gastos na casa dos R$ 2,5 milhões.

Atlético-MG e Botafogo, que também não têm estádio, vêm logo em seguida pelas despesas operacionais com Mineirão e Nilton Santos, respectivamente. O Palmeiras está na 5ª colocação, mas o prejuízo final cai um pouco considerando que a WTorre deve reembolsar cerca de R$ 200 mil pelo Alviverde não ter jogado em casa diante do Santos no 1º turno por conta de um evento no Allianz Parque.

O Sport é o único da elite que não envia o detalhamento completo de seus gastos e conta com a conivência da CBF, mesmo que essa prática vá contra a transparência pedida pelo Estatuto do Torcedor. O blog já chegou a entrar em contato com o time pernambucano, que fez a promessa não cumprida de aumentar a transparência. A CBF, por sua vez, diz que não pode fazer nada.

Para esta temporada, os clubes devem continuar sofrendo com a ausência de público. Alguns times projetaram o orçamento considerando que o torcedor só poderá voltar a partir de julho e com 30% da capacidade. Outros desconsideraram essa questão e devem ter um rombo maior do que o previsto.

Veja o ranking completo:
1º – Fluminense: R$ 2.627.096,19
2º – Flamengo: R$ 2.447.223,64
3º – Atlético-MG: R$ 1.442.015,44
4º – Botafogo: R$ 1.334.579,16
5º – Palmeiras: R$ 1.120.313,13
6º – Vasco: R$ 1.096.343,73
7º – Bahia: R$ 937.659,97
8º – Ceará: R$ 929.596,41
9º – Fortaleza: R$ 901.648,12
10º – Santos: R$ 852.249,22
11º – São Paulo: R$ 851.764,11
12º – Coritiba: R$ 809.141,55
13º – Internacional: R$ 801.512,72
14º – Grêmio: R$ 788.737,00
15º – Corinthians: R$ 762.457,68
16º – Red Bull: R$ 687.872,05
17º – Athletico: R$ 599.672,24
18º – Atlético-GO: R$ 582.090,38
19º – Goiás: R$ 573.726,95
20º – Sport: R$ 96,24

Fonte: Coluna Danilo Lavieri – UOL