Pandemia afeta bilheteria dos clubes; Veja os valores

A pandemia do novo coronavírus afetou diretamente o esporte mundial. Os efeitos da Covid-19 provocaram adiamentos, cancelamentos e jogos com portões fechados, em todas as partes do mundo. E no futebol brasileiro não foi diferente. O Flamengo, clube que mais arrecadou com bilheteria em 2019, teve perdas enormes sem a presença de seu torcedor nas arquibancadas.

O Rubro-Negro teve uma renda bruta de R$ 96,9 milhões com venda de ingressos na temporada passada, e esperava receber R$ 108 milhões em 2020, o que representaria 15% de toda a receita do ano, segundo balanço do próprio clube. Entretanto, o valor ficou muito aquém do esperado. O Flamengo arrecadou R$ 22,2 milhões nos sete jogos disputados como mandante no período pré-pandemia. Isso significa que, nas contas do próprio clube, houve uma perda de receita de R$ 85,8 milhões. Este é o maior “desperdício” entre os 10 times que mais faturaram com bilheteria na temporada passada.

Corinthians, Palmeiras e São Paulo

Os principais clubes da capital paulista também sentiram no bolso os efeitos da pandemia. Assim como o Flamengo, os três esperavam arrecadar em 2020 um valor superior ao que conseguiram em 2019. O Corinthians, dono da segunda maior arrecadação de 2019, esperava R$ 71 milhões com bilheteria, mas recebeu apenas R$ 7,3 milhões. Já o Palmeiras contava com R$ 64 milhões e arrecadou R$ 7,6 milhões.

O São Paulo, que voltou à fase de grupos da Libertadores em 2020, fez uma conta ousada e esperava dobrar o seu faturamento jogando em casa. O Tricolor arrecadou R$ 38,8 milhões em 2019 e contava com R$ 78 milhões no ano seguinte. Porém, com apenas cinco partidas como mandante com público, a arrecadação foi de R$ 6,5 milhões, deixando de ganhar R$ 71,5 milhões. Veja abaixo as equipes que mais arrecadaram em 2019 e a comparação com 2020.

Tabela de arrecadação

Dos clubes da lista que divulgaram previsão de receita com bilheteria em 2020, os que tiveram as menores perdas foram Internacional (R$ 10,9 milhões), Vasco (R$ 16,2 milhões) e Atlético-MG (R$ 17,7 milhões). Os times gaúcho e carioca, inclusive, previam receber menos no ano passado do que receberam em 2019.

No Grêmio, a situação é semelhante à do Corinthians. O valor arrecadado com bilheteria não entra nos cofres dos clubes, pois a Arena Porto-Alegrense é quem administra o estádio do Tricolor gaúcho, enquanto no clube paulista, a renda com a venda de ingressos vai para um fundo de investimento imobiliário, responsável em gerir a Neo Química Arena. Toda essa receita é usada para pagar as próprias despesas de seus estádios. A diferença entre eles é que o Grêmio não coloca no balanço o valor esperado com bilheteria. O Corinthians, por outro lado, informa no balanço a renda com ingressos comercializados e tira na despesa o que gasta.

Athletico-PR e Cruzeiro não divulgaram no início da temporada previsão de receita com bilheteria em 2020. Os clubes foram procurados pelo ge, mas preferiram manter a posição de não revelar os valores esperados.

Fonte: ge

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