Clubes brasileiros utilizaram mais a base durante a pandemia; veja ranking

As condições impostas pela pandemia do novo coronavírus impactaram diretamente na gestão dos elencos do futebol brasileiro. Um relatório divulgado pelo Observatório do Futebol do CIES (Centro Internacional de Estudos Esportivos), da Suíça, mostra que em 2020 os times do Brasileirão contrataram menos, mas usaram mais jogadores porque recorreram às categorias de base.

Os clubes da Série A usaram em média 35,5 atletas diferentes durante o ano de 2020, um aumento de 12,6% em relação à temporada anterior (31,6). Este crescimento não se deu via mercado de transferências, pois estes mesmos times na verdade contrataram menos: dos jogadores que entraram em campo em 2020, 41,6% haviam sido contratados no mesmo ano (em 2019, este número era de 46,7%).

O aumento dos elencos se explica pelo aceno às categorias de base. Em 2020 os atletas revelados “em casa” jogaram 25,8% mais do que no ano anterior, estando em campo por 18,5% do tempo (contra 14,7% dos minutos em 2019).

Na prática, isso quer dizer que a cada 90 minutos jogados por qualquer atleta de Série A, mais de 16 minutos foram de jovens revelados na base do time —no recorde do CIES, jogadores da base são os que ficaram ao menos três temporadas no clube, entre os 15 e 21 anos, e ainda defendem esta mesma camisa. Também por isso a média de idade dos elencos caiu, ligeiramente, de 28 anos para 27,3.

O padrão entre os 20 clubes do Brasileirão foi usar entre 33 e 38 jogadores, mas houve exceções. Goiás (48), Coritiba (41) e Athletico (40) foram quem mais rodaram o elenco, enquanto o São Paulo de Fernando Diniz colocou em campo apenas 26 atletas diferentes —estes dados levam em consideração o segundo semestre de 2020 (veja no gráfico abaixo).

Jogadores usados durante o segundo semestre de 2020

Número de atletas que jogaram ao menos um minuto, em qualquer competição profissional

 

Fonte: UOL

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