Maior campeão brasileiro, Luxemburgo luta para não ser rebaixado pela 1ª vez

Treinador com mais títulos na história do Brasileirão (ao lado de Lula), mais jogos, mais vitórias e mais edições disputadas, Vanderlei Luxemburgo, de 68 anos, caminha para sofrer o seu primeiro rebaixamento na história da competição.

Desde sua estreia em 1983, quando comandou o Campo Grande-RJ, Luxa participou num total de 27 edições, contando essa de 2020. Nesse período todo, comandou 13 clubes, ganhou 5 títulos (1993 e 1994 pelo Palmeiras, 1998 pelo Corinthians, 2003 pelo Cruzeiro e 2004 pelo Santos), disputou 771 jogos e venceu 359 partidas.

De 1993 a 2015, disputou quase todas as edições, ficando ausente apenas em 1999 e 2000, quando dirigiu a seleção brasileira, e em 2005, quando foi para o Real Madrid após o seu bicampeonato em 2003 e 2004.

Tido como um dos melhores técnicos nos anos 1990 e no início dos anos 2000, Luxemburgo fez história ao dirigir times sensacionais em Brasileiros, como o Palmeiras bicampeão de 1993/94, o Corinthians de 1998 e o Cruzeiro de 2003, sempre com equipes ofensivas e donas de um futebol brilhante, dando espetáculos.

Nas últimas edições, porém, Luxa não vem conseguindo o mesmo êxito. Pelo contrário, vem tendo desempenho bem ruins. Seu último bom trabalho foi em 2012, quando comandou o Grêmio até o final e chegou na 3ª colocação. Em 2013, foi 15º pelo Fluminense. Em 2014, foi 10º pelo Flamengo. Em 2015, depois de ser demitido pelo Fla, foi 8º colocado pelo Cruzeiro. No ano seguinte, em 2016, não comandou nenhuma equipe na Série A depois de muito tempo.

Em 2017, voltou à competição para treinar o Sport, onde acabou saindo na 30ª rodada (o time terminou em 15º naquele ano). Fora da edição de 2018, Luxa retornou em 2019 para comandar o Vasco, onde teve um desempenho razoável, sendo 12º colocado. Contratado pelo Palmeiras no início de 2020, Luxemburgo foi campeão paulista, mas depois acabou demitido após uma série de resultados ruins no Brasileirão e depois de declarar que o Palmeiras não tinha um elenco tão qualificado assim.

Técnico que mais levou times à Libertadores na era dos pontos corridos, desde 2003 (7 vezes), ao lado de Renato Gaúcho, Luxemburgo teve um aproveitamento de 56,8% dos pontos entre 2003 e 2012. De 2013 para cá, conquistou 43% dos pontos. Nos anos 90, seu aproveitamento foi de 60,8% dos pontos.

Contratado novamente pelo Vasco em 2020, assumiu o time na 28ª rodada, na 16ª posição com 35,7% de aproveitamento. Após a sua chegada, o time conquistou 30% dos pontos em 10 rodadas, entrou para a zona do rebaixamento e agora tem dois jogos pela frente para evitar a queda (Corinthians fora e Goiás em casa). Mesmo ganhando esses dois jogos, precisa ainda torcer contra o Bahia, que tem 1 ponto a mais na tabela de classificação.

Em 2002, Luxemburgo deixou o Palmeiras, que acabou rebaixado, logo na 1ª rodada. Agora, pode encerrar o campeonato sem conseguir livrar o Vasco e rebaixar um time pela primeira vez em 27 participações.

Técnicos com mais títulos na história do Brasileirão (1959-2019):

5 – Lula (1961, 1962, 1963, 1964 e 1965)
5 – Vanderlei Luxemburgo (1993, 1994, 1998, 2003 e 2004)
4 – Muricy Ramalho (2006, 2007, 2008 e 2010)
4 – Rubens Minelli (1969, 1975, 1976 e 1977)
3 – Ênio Andrade (1979, 1981 e 1985)
3 – Osvaldo Brandão (1960, 1972 e 1973)

Técnicos com mais participações na história do Brasileirão (1959-2020):

27 – Vanderlei Luxemburgo
26 – Abel Braga
26 – Antônio Lopes
25 – Emerson Leão
24 – Geninho
23 – Evaristo de Macedo
22 – Telê Santana
22 – Zagallo
21 – Ênio Andrade
21 – Nelsinho Baptista
21 – Valdir Espinosa

Técnicos com mais jogos na história do Brasileirão (1959-2020):

771 – Vanderlei Luxemburgo
550 – Abel Braga
517 – Cuca
501 – Muricy Ramalho
495 – Antônio Lopes
489 – Celso Roth
466 – Levir Culpi
454 – Geninho
446 – Renato Gaúcho
429 – Telê Santana

Técnicos com mais vitórias na história do Brasileirão (1959-2020):

349 – Vanderlei Luxemburgo
235 – Muricy Ramalho
222 – Cuca
215 – Abel Braga
203 – Levir Culpi
201 – Celso Roth
188 – Antônio Lopes
188 – Renato Gaúcho
187 – Telê Santana
182 – Emerson Leão

Fonte: Coluna Rodolfo Rodrigues – UOL

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