Oswaldo de Oliveira relembra saída do Vasco em 2000: “Foi algo muito triste”

Em 2000, o Vasco viveu um ano mágico. O Cruzmaltino conquistou o seu quarto Campeonato Brasileiro, na época Copa João Havelange, e venceu a Copa Mercosul, no jogo que ficou marcado pela virada épica contra o Palmeiras no Parque Antártica. Mas, um personagem em específico sentiu o gosto da vitória, porém de longe.

Campeão em 1999 do Brasileirão e, em 2000, do Mundial de Clubes com o Corinthians, Oswaldo de Oliveira chegou ao Vasco no mesmo ano. No entanto, deixou o Gigante da Colina na semifinal da Copa João Havelange e na final da Mercosul.

O motivo foi uma insatisfação do então presidente Eurico Miranda. O ex-dirigente não gostou de um abraço que Oswaldo deu em Felipão, treinador do Cruzeiro e seu desafeto, na primeira partida da semifinal contra o clube mineiro. Além disso, Eurico também não teria gostado da folga de 48 horas que o técnico teria dado ao elenco.

Em entrevista ao canal Fanático Vascaíno, do jornalista Fábio Azevedo, no YouTube, Oswaldo de Oliveira relembrou o episódio. O treinador, que não dirige uma equipe desde que deixou o Fluminense, em 2019, afirmou que se sente campeão dos dois torneios com o Vasco e reafirmou a tristeza de ter o trabalho interrompido.

“Terminamos o ano em 1999 com o Brasileiro com o Corinthians e iniciamos 2000 com o Mundial. E, no Vasco de 2000, está no meu currículo: campeão da João Havelange e da Mercosul. Foi algo muito triste para mim, aquele trabalho ser interrompido. Na hora do orgasmo, eu saí. Muitos jogadores me ligaram, do campo e do vestiário, após o título da Mercosul”, disse.

“Quando eu cheguei no Vasco, muitos tinham saído. Edmundo, Ramon… E tinham algumas lacunas no time para serem preenchidas, trazendo jogadores de valor. Trouxemos Jorginho Paulista, Cléberson, Juninho Paulista, Euller. O time ganhou corpo e engrenou e fez aquela campanha bonita que todos vimos”, completou.

Oswaldo também afirmou que o episódio não fechou as portas no clube. O treinador relembrou um convite feito por Roberto Dinamite, ídolo como jogador e ex-presidente do Vasco, quando estava treinado o Kashima Antlers, do Japão.

“Não (fechou as portas para o Vasco). Houve uma divergência de opinião que culminou na minha saída. E não houve desrespeito do Eurico Miranda. O Dinamite chegou a me convidar, mas eu estava no Japão e não podia romper contrato. Em algumas outras oportunidades, também aconteceu”.

Fonte: ESPN

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