Análise de Vasco 3 x 1 Macaé

O novo terceiro uniforme não foi a única novidade em São Januário. O Vasco que conseguiu sua primeira vitória na temporada, nesta quarta, no 3 a 1 sobre o Macaé, foi diferente. Um time ainda em formação, com desfalques, à espera de caras novas, porém, criativo. Sem centroavante fixo durante boa parte do jogo, foi uma equipe com mais movimentação, muitas chances de gol, mas que nem assim deixou de sofrer diante da retranca adversária. Há o que comemorar, no entanto, além dos três pontos.

Antes de qualquer análise, é preciso destacar a fragilidade do adversário. Lanterna do Carioca, com apenas um ponto em cinco jogos, o Macaé não ofereceu muita resistência, embora tenha se fechado atrás e dificultado a vitória, construída na parte final do jogo. Ainda assim, o Vasco se impôs, chegou a ter mais de 70% de posse de bola e finalizou 23 vezes, segundo o scout da TV Globo. Foi de longe a partida que o time mais criou sob o comando do treinador.

– O importante não foi só a vitória, mas o comportamento. Tivemos números expressivos. Foram 32 finalizações contra cinco deles, 70% posse. Sabíamos da dificuldade de jogar com adversário que joga com 10 atrás da bola. O Macaé deu uma única finalização, uma bola parada que rendeu o gol. Hoje a equipe suportou melhor fisicamente. A vitória não foi construída de qualquer maneira, teve sabedoria, inteligência e entrega dos jogadores. Foi a primeira vitória de muitas – analisou Marcelo Cabo.

Mudança no esquema agrada

Sem Cano, em processo de recondicionamento físico, Marcelo Cabo optou por um time sem centroavante. Talles jogou centralizado, mas com liberdade, e teve a aproximação de Marquinhos Gabriel e Gabriel Pec. Carlinhos atuou pelo esquerda. O resultado foi um time com mais mobilidade, menos previsível, mas ainda assim com dificuldade de penetração pelo meio. Como consequência, usou muito os lados do campo e abusou de cruzamentos.

Nasceu em uma cobrança de escanteio, aliás, o primeiro gol marcado por Gabriel Pec, que aproveitou a sobra na entrada da área. O jovem, mais uma vez, foi o jogador mais perigoso do time e vem conquistando cada vez mais espaço. Chegou a três gol no Carioca.

O Vasco, no entanto, não foi em vantagem para o intervalo, uma vez que sofreu o empate também em lance de bola parada, na única chegada perigosa do Macaé no primeiro tempo. E apesar da boa atuação coletiva, nem todos foram bem individualmente. Juninho e Talles, por exemplo, ficaram devendo.

Trocas de Cabo dão certo

O Vasco voltou para o segundo tempo com o mesmo domínio, mas com menos intensidade. As chances diminuíram, e o jogo ficou em banho-maria. Com o banco de reservas formado 100% por jogadores da base, Cabo lançou a garotada e deu certo.

O segundo gol nasceu após jogada de Vinicius com Tiago Reis, dois jovens que entraram no decorrer do jogo. O centroavante sofreu pênalti. Marquinhos Gabriel converteu e colocou o Vasco em vantagem novamente. Gol merecido e que coroou mais uma boa atuação do meia, que vem mostrando ter potencial para ser o substituto de Benítez.

Com a vitória encaminhada, ainda deu tempo de Matias Galarza brilhar. O jovem paraguaio, de 19 anos, jogou menos de 10 minutos, suficientes para marcar um belo gol de fora da área, seu primeiro como profissional. Deixou ótima impressão, recebeu elogios de Cabo e deve ganhar novas oportunidades.

Fonte: ge

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