Léo Jabá: ‘Agradeço pela oportunidade de vestir a camisa do Vasco, que é muito grande.’

O Vasco apresentou no início da tarde desta sexta-feira seu quarto reforço para a temporada 2021. Léo Jabá assinou contrato de produtividade até o fim do ano. Empolgado, o atacante de 22 anos descreveu suas características e não pensou duas vezes ao receber proposta do clube carioca.

No início do mês, Jabá esteve próximo do Atlético-GO. Ele chegou a se apresentar ao clube goiano para exames médicos, mas acabou acertando com o Vasco.

– Agradeço pela oportunidade de vestir a camisa do Vasco, que é muito grande. Venho para aprender e ajudar. Sou jovem, mas tenho experiência lá fora. Quero jogar e ajudar os meus companheiros. Quero voltar a jogar o meu futebol e evoluir.

– Eu cheguei a ir para Goiânia e fiz exame. Combinamos algumas coisas, mas quando chegamos lá não foi o que estava combinado. Então voltei para São Paulo. Quando surgiu a oportunidade de vir para o Vasco não pensei duas vezes.

Um dos motivos que levou Léo Jabá a aceitar rapidamente a proposta do Vasco foi a família. O atacante revelou que seu pai é vascaíno e chorou ao saber do acerto.

– Meu pai ficou muito emocionado, ele é da Bahia e no Nordeste você sabe como é a torcida. Meu pai é vascaíno. Quando falei que ia para o Vasco ele ficou arrepiado e chorou. Queria estar aqui. Essa camisa vai para ele. Não vejo a hora de voltar a torcida para eu ter o caldeirão ao meu favor.

Assim como todas contratações do Vasco, Léo Jabá terá contrato por produtividade. O Vasco arcará apenas com uma pequena parte do salário, correspondente ao auxílio moradia. O contrato poderá ser encerrado no fim de junho, sem custos, caso ele não jogue um determinado percentual de partidas. O Vasco ainda negociou com Paok uma taxa de vitrine caso ele seja vendido até março de 2022.

Léo Jabá é cria da base do Corinthians. Foi promovido em 2017 pelo técnico Fábio Carille. Campeão do Paulistão, foi negociado com o Akhmat Grozny, da Rússia. Um ano depois, foi vendido ao PAOK por 5 milhões de euros (R$ 21,7 milhões na época)

Veja outros temas abordados na coletiva:

Recuperação após grave lesão

– Eu saí muito jovem do Brasil. Fui para a Rússia, depois para a Grécia. Tive anos muito bons. Infelizmente, lesões são coisas do futebol e eu tive uma muito grave. Junto com isso veio a pandemia e eu perdi muito tempo. Quando voltei era mudança de treinador e não tive espaço. Vim para o Brasil e surgiu a oportunidade de vestir a camisa do Vasco.

Forma física

Sobre minha forma física, eu estava me preparando com um personal e me cuidando. Agora estou aqui e tenho certeza que quero jogar o quanto antes.

Saída cedo para Europa

– Tenho passagens pela Seleção desde o sub-14. No primeiro ano no profissional não tive muitos minutos no Corinthians. Tive a oportunidade de ir para a Rússia e foi muito importante. Todo jovem tem sonho de jogar na Europa. Comigo não foi diferente. Isso é de cada atleta, cada um sabe o que precisa.

Dupla com Cano e características de jogo

– Eu tive pouco contato com o Cano. Meu armário é ao lado do dele. Estamos nos comunicando no treino e tentando nos entender. Tenho certeza que posso ajudá-lo e ele pode me ajudar também. Tenho características de força e velocidade. Jogo pelas beiradas, mas também posso jogar pelo meio como falso nove.

Reencontro com Léo Matos

– O Léo foi muito importante na minha chegada à Grécia. Eu não falava inglês e chegava num país diferente. Me ajudou dentro e fora de campo. Jogamos dois anos e meio pela direita, ele me ajudou muito com assistências e gols. Me fez evoluir profissionalmente e como atleta. Ele foi importante na negociação. Me passou como é o clube e me aconselhou. É uma amizade que vou levar pro resto da vida.

Apelido

– Eu ganhei o apelido aos treze anos. É porque meu pai é baiano e o pessoal achava que ele me dava jabá para comer. Mas eu nem como jabá.

Contato com os companheiros e rede social

– Eu acho que felicidade não tem dinheiro que compra. Fui muito bem recebido pelos garotos da base e os mais experientes. Parece que eu comecei aqui. Isso é muito importante e ver que é bem recebido. Estou me sentindo em casa. Ansiedade estava grande. Eu gosto de rede social e estava interagindo. É importante o carinho deles. Agora quero retribuir tudo isso dentro de campo, dando alegrias e fazendo gols.

Passagem por seleções de base

– Eu tenho histórico na seleção desde o sub-14. Todo garoto sonha em vestir essa camisa. Trabalho para voltar, se tiver oportunidade. Mas hoje minha cabeça está em voltar a jogar e ajudar meus companheiros. Conseguir o acesso com a camisa do Vasco.

Disputa por posição

– Sobre a concorrência, isso é normal no futebol. Eu já fui um jovem. Só quem tem a ganhar é o Vasco tendo jogadores de qualidade na mesma posição. Quem estiver melhor o professor vai colocar para jogar.

Fonte: GloboEsporte.com

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