Diretor do Observatório da Discriminação Racial no Futebol elogia iniciativa do Vasco

Diretor do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, Marcelo Carvalho elogiou a ação do Vasco realizada na última quarta-feira (5), quando convidou um professor de História para comandar um debate sobre racismo com o elenco profissional antes do treinamento no CT do Almirante.

Em sua avaliação, a atividade fará o atleta ficar mais atento quando sofrer algum tipo de discriminação dentro e fora de campo. Além disso, acredita que o clube transmite um acolhimento ao seu elenco.

“Eu achei a ação muito boa, porque passa o conhecimento que a gente fala que precisa passar. Quando tu conversa com os jogadores o que é racismo, se passa o entendimento de que não é só insulto e xingamento. Então eles ficarão muito mais atentos quando sofrerem. Quando tu empodera, também mostra que o clube está junto por essa luta. Passa a mensagem de que quando eles sofrerem racismo no campo ou fora dele, devem se posicionar porque tem o clube por trás. Passa uma força, um acolhimento necessário”, avaliou ao UOL Esporte.

Na concepção de Marcelo Carvalho, o jogador de futebol está mais envolvido com as causas raciais de uns tempos para cá. Além disso, ele já vê outros clubes, além do Vasco, com ações neste sentido.

“Eu acho fundamental [este tipo de ação]. Estou sabendo de outros clubes que estão fazendo essas ações e isso está dando um resultado positivo. Os jogadores estão falando mais de racismo, não estão esperando um caso acontecer para se posicionar”, destacou.

Camisa do Observatório vira sucesso de vendas

Voluntário e ainda sem investimento do setor privado, o Observatório da Discriminação Racial no Futebol lançou recentemente uma camisa “para o torcedor antirrascista” com o propósito de ajudar financeiramente o projeto. Ela possui referências africanas e tem sido um sucesso de vendas na internet.

Com modelos que variam entre R$ 99 e R$ 119, os produtos geraram pedidos na pré-venda muito acima das expectativas, algo que fez, inclusive, os idealizadores reorganizarem a logística, já que a fabricante não consegue produzir mais do que 500 camisas num primeiro momento.

“A camisa foi um sucesso, vendeu 400 peças na pré-venda. Nem nós e nem o fornecedor imaginávamos que teríamos estes números. E o legal é que todo mundo que comprou entendia que a camisa estava bonita, mas também sabia que comprando ajudaria o projeto. O Observatório do Racismo ainda é um projeto voluntário, que não recebe grana de instituto, então isso ajuda a manter o projeto. O torcedor está entendendo isso. Muita gente que eu nem esperava que eu ia presentear, já estava comprando”, destacou Marcelo.

Fonte: UOL

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