Após vitória sobre a Ponte Preta, Vasco tenta sequência positiva para afastar a crise

A semana no Vasco iniciou com um clima um pouco mais ameno. Em meio à crise, a vitória sobre a Ponte Preta e o anúncio da contratação do atacante equatoriano Jhon Sánchez ajudaram a aliviar um pouco a pressão sobre elenco e diretoria, que vinha sendo grande nos últimos dias.

A cúpula cruz-maltina ainda está de olho no mercado em busca de reforços e tenta driblar as dificuldades, que não são apenas financeiras, para chegar ao final feliz nas tratativas. Nesta análise, há alvos para o setor defensivo, que já foi apontado pelo técnico Lisca como um dos problemas do time. Em recente entrevista, antes da divulgação do acerto com Sánchez, inclusive, o comandante indicou a chegada de dois ou três novos nomes “em breve”.

O triunfo sobre a Macaca, no último domingo, interrompeu uma sequência negativa do Vasco na Série B do Campeonato Brasileiro, que vinha de três derrotas consecutivas e via o G4 cada vez mais longe. A conquista dos três pontos não representou um salto na tabela e a equipe ainda se encontra na modesta 10ª colocação, mas, de certo modo, alterou o panorama, principalmente pelo fato de ter sido o primeiro jogo após uma semana completa de trabalho de Lisca,

Tanto diretoria quanto elenco sabem que é essencial conseguir, agora, uma sucessão de resultados positivos para, efetivamente, voltar a brigar no pelotão da frente do torneio. Até por isso, os três próximos duelos, com Brasil de Pelotas, Avaí e CRB, são apontados como de enorme importância para que a conjectura possa ser outra de vez.

“Agora é estado de sítio, é estado de emergência, é corda esticada o tempo todo. Mas é tudo para terminar entre os quatro. A competição é muito parelha, muito dura, mas mais importante do que a vitória era uma boa apresentação. Com entrega, com pressão, num modelo diferente, mesmo que os jogadores não estejam tão adaptados a pressionar no campo de ataque. Porque teve um momento que virou muita ‘trocação'”, disse o treinador, depois da vitória sobre a Ponte.

Equatoriano na área

Jhon Sánchez, que chegou ao Vasco por empréstimo do Independiente del Valle, será o quinto equatoriano a vestir a camisa cruz-maltina. O primeiro deles foi o zagueiro Quiñónez, que teve passagem marcante por São Januário e ajudou na conquista do Brasileiro de 1989.

O também zagueiro Máximo Tenório esteve na Colina em 1996, mas sem repetir o sucesso do compatriota. Já em 2012, o Vasco acertou com o atacante Carlos Tenório, o “El Demolidor”. Apesar das expectativas e do bom começo, as lesões atrapalharam uma sequência maior de partidas e ele deixou o clube sem grandes lembranças. Mais recentemente, em 2018, foi a vez do zagueiro Erazo, que não deixou saudades.

Como trunfo, Sánchez chega com a possibilidade de ser usado até mesmo e mais de uma posição do setor ofensivo. As características do jogador agradaram ao técnico Lisca. Além disso, a experiência de já ter disputado competições como Libertadores e Sul-Americana, e o fato de o salário estar dentro da atual realidade dos cofres cruz-maltinos chamaram a atenção e foram pontos positivos.

“É um extremo, um jogador que vai por fora, muito bom pelos lados, muito rápido. É veloz e pode desequilibrar no um contra um. Também marca muitos gols. Pode ser um atacante ou também um meia por fora. É destro, mas, quase sempre, atua pelo lado esquerdo”, conta Theo Posso, da Directv Sports, do Equador

Fonte: UOL

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