‘Central do Apito’ confirma que posição de Daniel Amorim era legal e gol do Vasco foi mal anulado

Linha do VAR não funciona em gol anulado do Vasco; Central do Apito vê posição legal

O confronto do Vasco com o Brasil de Pelotas, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, em São Januário, nesta sexta-feira, foi marcado por polêmicas envolvendo a arbitragem e o árbitro de vídeo. A principal delas aconteceu os 37 minutos do segundo tempo, quando Andrey bateu falta na trave e, no rebote, Daniel Amorim mandou para o gol. O lance foi anulado por impedimento. Após a revisão do VAR, o impedimento foi confirmado.

A transmissão do Premiere colocou uma imagem diferente da analisada pelo VAR, no qual a posição do jogador vascaíno aparenta ser legal. Ao fim do jogo, segundo informações divulgadas na transmissão, a CBF informou que a linha do VAR falhou durante a revisão da jogada e que, por falta do recurso da tecnologia, a decisão de campo prevaleceu.

Pênalti anulado

O Vasco também teve um pênalti anulado após análise do árbitro de vídeo. Aos 36 minutos, João Siqueira atingiu Léo Matos na área após tabela com Cano e a arbitragem assinalou a penalidade.

Na Central do Apito, a comentarista de arbitragem do Grupo Globo, Janette Arcanjo, concordou com a marcação. Porém, após consulta ao VAR, a penalidade foi cancelada pelo árbitro Alisson Sidnei Furtado.

– Penalidade muito bem marcada. O João Siqueira não atinge a bola, ele atinge o Léo Matos. Correta a decisão da arbitragem. O árbitro tinha boa visão da jogada. Penalidade muito bem marcada.

Durante a análise no árbitro de vídeo, Alisson Sidnei Furtado sofreu muita pressão dos jogadores e pediu que todos se afastassem. Na transmissão foi possível ouvir o árbitro comunicando aos companheiros de arbitragem que iria cancelar o pênalti.

– Vou reformar minha decisão. Vou reiniciar com bola ao chão sem sanção disciplinar nenhuma – disse o árbitro.

Consultada novamente depois da decisão do VAR de cancelar a penalidade, Janette Arcanjo manteve o posicionamento e reafirmou que marcaria o pênalti na jogada.

– Primeiro que o VAR, pelo texto de regra, ele tem que intervir em uma situação clara e óbvia. Ali é lance de interpretação do árbitro. Ele tem o melhor ângulo para definir a jogada. Para mim há uma carga do João Siqueira no Léo Matos. E deveria ter mantido a decisão.

Na saída para o intervalo, Léo Matos reclamou da decisão do VAR e afirmou que se fosse fora da área a falta teria sido marcada.

– Em relação ao pênalti, na hora que eu fiz a alavanca para dar o passe, ele colocou o pé na frente e eu acabei chutando o pé dele. Mas se ele não toca na bola, no meu ponto de vista, foi pênalti. Se fosse fora da área seria falta. E ainda teve o lance em cima, que ele colocou um apoio. Para mim foi pênalti claro. Ele deu com toda convicção e depois tirou com o VAR. O VAR contra nós, aqui em São Januário, é uma coisa impressionante. Quando tem que chamar, não chama. Vamos ver até quando vai ser assim.

No segundo tempo, Arthur Henrique derrubou Morato na área e a arbitragem marcou pênalti. Na Central do Apito, Janette Arcanjo concordou com a marcação da penalidade. Na cobrança, porém, Cano bateu mal e parou no goleiro Matheus Nogueira.

Fonte: ge

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