Veja outros tópicos da entrevista coletiva de Fernando Diniz após Náutico 2 x 2 Vasco

O Vasco saiu na frente, abriu boa vantagem, mas não conseguiu segurar a vitória. Neste domingo, nos Aflitos, a equipe empatou por 2 a 2 com o Náutico e não conseguiu se aproximar do G-4. A sete rodadas do fim da Série B, o clube está a cinco pontos da zona de classificação. Após a partida, o técnico Fernando Diniz lamentou o resultado e reconheceu que o time não teve uma boa atuação.

– Eu acho que é um sabor amargo porque a gente saiu vencendo por 2 a 0 e tomamos gols na jogada que mais tínhamos treinado para evitar, que era a jogada aérea, tanto parada quanto em movimento. Obviamente que a equipe não fez das melhores atuações, já não foi dos primeiros tempos dos melhores. No segundo, estivemos abaixo. Em termos de performance, não estivemos bem. Depois tivemos chance com Cano e Walber, mas não foi um dos nossos melhores jogos – analisou Diniz

Além de não aprovar a atuação do Vasco, o treinador também considerou o resultado ruim, especialmente pelas circunstâncias do jogo.

– Para o dia de hoje acho um resultado negativo pela maneira que a partida transcorreu. Você abre 2 a 0 jogando aqui, então a gente tinha que ter saído com a vitória. A gente só vai saber se o resultado foi positivo ou negativo no final da jornada. Se perguntar especificamente hoje, eu diria que a gente deixou de levar dois pontos para o Rio de Janeiro.

Fernando Diniz foi questionado sobre o fato de ter feito somente duas substituições no jogo, apesar de ter a possibilidade de fazer outras três mudanças. O treinador afirmou que o Vasco não cansou.

– Não faltou fôlego. Mudo o time conforme acho que o time vai melhorar. Não vou fazer cinco substituições porque tenho cinco para fazer. Fiz as mexidas pensando na melhora do time. Fiz as substituições que achei adequadas.

Outros trechos

Saída de bola

Tem alguns aspectos que interferem. O Náutico faz uma pressão alta intensa aqui. Treinamos para isso. Treinamos para sair com bolas mais longas, o que devíamos ter feito mais no primeiro tempo. Treinamos para sair jogando, mas não somos obrigados. Depende das circunstâncias do jogo. Foi o que fizemos no segundo tempo para ficarmos com um pouco mais de folga. Acabamos nos aproveitando de duas bolas que roubamos no campo do Náutico. Não devíamos ter ido tanto para trás. Mas tem coisas que fogem do nosso controle. A marcação andou para frente, mas o Náutico usou quase que o tempo todo o artifício de cruzar essa bola.

Arbitragem

Difícil julgar a arbitragem. Acho que seria difícil expulsar o Matheus Jesus. Acho que o maior prejuízo foi o cartão amarelo do Nenê. Ele simplesmente castigou quem estava tentando jogar o jogo todo. Uma hora o Nenê ia reclamar mesmo. O banco todo do Náutico foi reclamar com o Nenê, e ele se defendeu. E sem motivo o pessoal do Náutico. O jogo estava pegado, o Paulo estava deixando o jogo correr, e o Nenê estava sofrendo inúmeras faltas. O árbitro não tem que castigar quem está querendo jogar. Acho que o cartão do Nenê foi desnecessário.

Nenê

O Nenê de fato tem sido o nosso grande protagonista, ele chegou de maneira especial, com intimidade com o nosso torcedor e com a instituição. Ele vem produzindo muito em todos os jogos. Tanto na questão de decidir os jogos, quanto na liderança e também na ajuda ao sistema defensivo. Eu já estou pensando, obviamente é muito precoce, mas temos algumas possibilidades. Durante a semana vou procurar escolher o substituto.

Gols sofridos de bola aérea

Se você reparar, a maioria das bolas aéreas são em jogadas de escanteio. Foi assim também contra o Coritiba. Nos dois jogos levamos vantagens na maioria das bolas aéreas, mas falhamos no gol do Náutico mais uma vez. O que temos que fazer é treinar e minimizar as chances do adversário. O principal problema do primeiro gol foi na origem, quando deixamos de fazer a falta no meio de campo. Agora é continuar treinando, não tem escapatória. Temos evoluído. Mas hoje infelizmente tomamos o gol.

Fonte: ge

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