Hoje titular do Vasco, Riquelme vem mostrando evolução

Jogador que mais evoluiu no Vasco após a chegada de Fernando Diniz, o lateral-esquerdo Riquelme tem no duelo com o CSA um divisor de águas em sua trajetória no time profissional do Vasco. No primeiro turno, quando as equipes empataram por 2 a 2, levou um baile de Gabriel, ex-Flamengo, e a pior nota da equipe na análise do ge.

Cem dias depois, na próxima sexta-feira, às 21h30, em São Januário, ele reencontra os alagoanos com outro status: vive sua maior sequência no time de partidas, é titular absoluto e um dos destaques vascaínos com Diniz. Relembre os cenários:

Cobrança pela contratação de um lateral-esquerdo

Depois de um bom Carioca, o destro Zeca começou a cair muito de rendimento na lateral esquerda. Quando jogava no outro lado ou estava suspenso, as soluções eram o próprio Riquelme, que não conseguiu corresponder inicialmente no estadual, e as improvisações do volante Michel e do meia MT.

MT até quebrou um galho no Carioca, mas suas características nunca esconderam de que se trata de um meio-campista. Na Série B, não manteve o nível quando deslocado para o setor. E Michel teve vida útil dentro do clube brevíssima, pois logo se lesionou.

Desta forma, com Léo Matos suspenso e Zeca designado para a fazer o lado direito, Riquelme foi escalado como titular contra o CSA, primeiro jogo posterior à saída de Marcelo Cabo e último antes da estreia de Lisca. No duelo disputado no Estádio Pelé, em 21 de julho, o jovem, que estava a um mês e sete dias de completar 19 anos, teve atuação bem abaixo da média.

O baiano Gabriel, jogador contestado nos tempos de Flamengo, ganhou a maioria dos duelos individuais com Riquelme, marcou um gol pelo setor e por pouco não fez outro. O garoto acabou substituído pelo interino Alexandre Gomes aos 13 minutos da etapa final, dando lugar a Léo Jabá – MT foi para a lateral.

Sete dias depois, na coletiva posterior à derrota por 2 a 0 para o São Paulo, Lisca admitiu que mapeava reforços e a possibilidade de pedir um lateral-esquerdo à diretoria vascaína.

– Não temos um jogador bem característico (camisa 5), talvez o Romulo e o Andrey, que fizeram a posição de segundo volante. Se a gente não conseguir solução no grupo, talvez tenhamos que buscar fora do grupo. Na questão do lado esquerdo, estamos vendo a maturidade do Riquelme, avaliando o menino, e analisando nesses 10 ou 15 dias se podemos ver outra situação – disse o treinador.

Após “geladeira” com Lisca, Riquelme desabrocha com Diniz

Riquelme não jogou com Lisca. Sofreu entorse no tornozelo esquerdo um dia após a estreia do treinador (goleada por 4 a 1 sobre o Guarani) durante treinamento, perdeu as três rodadas seguintes e mais os jogos com o São Paulo pela Copa do Brasil. Voltou a figurar no banco da 18ª à 22ª rodada, mas o técnico gaúcho não lhe deu nem um minuto sequer. Eis que chegou Fernando Diniz.

Na estreia de Diniz, no empate por 1 a 1 com o CRB, Riquelme ficou no banco, mas não entrou. Na rodada seguinte, com Zeca suspenso, o garoto iniciou, mas foi discreto no empate com o Cruzeiro (1 a 1). Contra o Brusque (vitória por 1 a 0), mesmo sem ter atuado, viu do banco a oportunidade surgir com a expulsão de Léo Matos. E ele a agarrou da melhor forma três dias depois, na vitória por 2 a 0 sobre o Goiás.

Titular, o camisa 45 jogou muito bem e deu perfeito cruzamento para Morato abrir o placar (veja abaixo). Após o passe de bandeja imediatamente começou a chorar, algo que repetiu em entrevista ainda no campo. Nela, homenageou o avô José Manoel, vítima da Covid-19 (veja acima).

A partir daí, Riquelme caiu nas graças da torcida e voltou a viver jornada gloriosa na vitória sobre o líder Coritiba, por 2 a 1, no último dia 16. Foi o grande destaque do Vasco, sobretudo no segundo tempo, quando enfileirou dribles, deu elástico e cruzou de três dedos. Teve o nome gritado pela torcida por quatro vezes durante a etapa derradeira. No pós-jogo, Fernando Diniz encheu a bola do pupilo.

– Falar do Riquelme é fácil. Um jogador extremamente talentoso. Eu acho que ele nem sabia ainda o quanto ele é bom. Um cara muito humilde. Com o potencial que ele tem, ele faz coisas difíceis parecerem ser fáceis. Na realidade é isso que acontece. Acho que ele nem sabe como faz. É um jogador que vai amadurecer e já está amadurecendo. É um jogador que, para mim, tem um futuro brilhante pela frente – projetou Diniz.

Três meses depois da atuação decepcionante em Maceió, Riquelme é outro. Além de ter pulado dos 18 para os 19 anos, vive sua maior sequência de jogos (cinco, todas como titular) na Colina desde que se profissionalizou. Até já havia feito cinco partidas consecutivas com Marcelo Cabo, mas em duas iniciou no banco.

O Riquelme de hoje tem confiança de Fernando Diniz e da torcida. E mais do que isso: vê-se diante de nova chance para brilhar aos olhos de uma plateia que muito provavelmente registrará o maior público do Vasco no pós-pandemia. O encontro está marcado para sexta-feira, às 21h30, na Colina Histórica. Vitória vascaína encurta a distância para o G-4 em apenas três pontos.

Fonte: ge

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