Além de Pai Santana, Vasco já teve outros personagens ligados à macumba; relembre

Gustavo Dias @gustavodias1992
Quando se fala em “pai de santo” ou “macumba” no Vasco geralmente nos lembramos do Pai Santana, mas hoje vou contar outras histórias, como do “Sapo de Arubinha”, as “histórias de Jaú” e a ligação da macumba com o Expresso da Vitória.

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A história do “Sapo de Arubinha” ocorreu na década de 30. Na época, o Vasco ganhou de 12 a 0 do Andaraí. A derrota foi tão humilhante, que ao fim do jogo o atleta Arubinha do time adversário teria se ajoelhado no centro do gramado e pedido que o Vasco ficasse 12 anos sem títulos.

Para isso, o jogador teria enterrado um sapo no gramado de São Januário. O fato é que dali para frente o Vasco entrou numa maré de azar e ficou longos anos sem títulos.

Antes da chegada de Pai Santana em 1953, o Vasco teve a presença de outros massagistas, funcionários e até (+)

atletas ligados à umbanda, como Jaú.

Mário Américo, famoso massagista que pegou a bola da final da Copa de 1962 (a FIFA pediu de volta e ele deu uma réplica), dizia que pais de santo pediam para colocar um pozinho mágico em seus medicamentos.

Na década de 1950, houve algumas discussões dentro do departamento médico do Vasco. Maneca, que jogou de 1946 até 1955 no Vasco, dizia ter se curado milagrosamente por conta dos trabalhos de pais de santo no Vasco. Isso irritava o médico Giffoni, do Vasco, que dizia que o (+)

que curava era anestesia, e não um pé de galinha. No entanto, nem todos concordavam. O Jornal Mundo Desportivo (SP) dizia que Danilo, Maneca, Eli e Jorge frequentavam sessões. O paraguaio Villadóniga, que Germán Cano busca bater o número de gols, já conta várias histórias de Jaú

Villadóniga dizia que Jaú carregava consigo inúmeros amuletos, e que colocava alguns destes no vestiário do time. Além disso, borricava algo no vestiário do Vasco em todas partidas. Jaú antes de entrar em campo também sempre colocava a testa no gramado.

Antes de tal gesto nenhum outro jogador do Vasco poderia entrar em campo. Jaú foi um dos grandes zagueiros da história do Vasco, inclusive disputou a Copa do Mundo de 1938.

Quando aposentou se dedicou a vida de pai de santo, mas acabou sofrendo com a intolerância religiosa

A intolerância partiu inclusive de parte da própria família, que proibiu qualquer cerimonial umbandista em sua morte. No dia seguinte ao seu enterro, sua filha desmontou o congá, jogou tudo na rua e colocou fogo, sob os olhares dos vizinhos.

Agradecimentos ao Memória do Torcedor Vascaíno, a Revista do Esporte, Mundo Esportivo (SP) e ao Centro Espírita Urabatan, que disponibilizaram algumas informações para que eu produzisse este texto!

Espero que o Vasco continue sendo um espaço de tolerância e respeito para todos!

Fonte: Twitter Gustavo Dias

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