Árbitro Marcelo de Lima Henrique afirma que estádio mais difícil para se apitar é São Januário; confira vídeo

Arena Cruzmaltina @are_cruzmaltina
Em entrevista dada ao Charla Podcast, Marcelo de Lima Henrique afirma que o estádio mais difícil de apitar uma partida é São Januário!

Confira:

Fonte: Twitter Arena Cruzmaltina

Árbitro do Brasileirão elege os 5 estádios mais difíceis de apitar; veja se o do seu time é um deles

O futebol brasileiro é um prato cheio quando o assunto são estádios. São muitos espalhados por todo país e com características bem diferentes um dos outros. E além dos jogadores, os árbitros de futebol também se impressionam com a atmosfera de alguns deles. Durante o podcast Charla, o árbitro que apita o Brasileirão Marcelo de Lima Henrique fez um top-5 dos principais, mas no quesito dificuldade.

Com experiência de sobra no futebol nacional, apitando também outras competições, o profissional afirmou que, desde a implementação das chamadas Arenas no país, a situação dos árbitros ficou um pouco mais tranquila, mas que ainda assim há estádios que mantém uma atmosfera bastante complicada.

E na visão de Marcelo, a ordem de estádios mais difíceis é composta por: São Januário (Vasco), Vila Belmiro (Santos), Arena da Baixada (Athletico-PR), Aflitos (Náutico) e Ilha do Retiro (Sport). E o inclusive lembrou de uma história curiosa envolvendo a casa do Cruzmaltino.

Durante a entrevista, o árbitro também citou a Arena Independência, mas depois mudou de ideia após ser lembrado durante o papo dos estádios de Náutico e Sport.

“São sempre os estádios mais acanhados (os mais difíceis de paitar). Para mim, o mais difícil é São Januário porque é tudo, é acesso, o nosso vestiário, o vestiário da equipe fica aqui, o do árbitro sobe na escadinha e sai aonde sai todo mundo. Eu tenho uma história em São Januário, o Gaciba foi apitar Vasco x Santos, não lembro o ano, ele tinha apitado um São Paulo x Vasco, fora, que o Vasco tinha reclamado dele, eu estou aqui no Rio vendo. Deu duas semanas depois, escalaram ele para Vasco x Santos, eu falei ‘vai dar m***, a torcida não está gostando do cara’. Eu falei ‘Gaciba, vamos chegar no estádio 2h antes, eu vou te pegar aqui tal hora’. Aí ele ‘não, está muito cedo’, aí concordou comigo”, começou por dizer.

“Quando eu cheguei para buscá-lo no hotel, aí desce ele, resumindo: atrasou um pouquinho. Chegamos em São Januário porque a arbitragem entra por onde entra a torcida da arquibancada. Chegamos e estava a Força Jovem (torcida organizada) toda ali. Eu tinha uma Parati verde (carro), de terno, só que era meio filmada, eu falei: ‘por favor, abaixa a cabeça, vão quebrar o meu carro’. Era o meu carro que eu estava pagando em 60 vezes (risos). Ele abaixou, a gente passando no meio da galera, quando nós entramos ele falou ‘caraca, tio’, e eu falei ‘cara, você escapou da morte’. Eu ia ser palito de dente dos caras (risos). São Januário é o primeiro, muito difícil de apitar”, prosseguiu, citando os demais estádios.

“Vila Belmiro (é) difícil de apitar, Arena da Baixada, dificílimo de apitar, por quê? A torcida fica muito próxima. A torcida do Athletico-PR é ácida ou áspera com os adversários e com a arbitragem. Não sei se o paranaense é assim, não quero rotular ninguém. E na Arena da Baixada antiga era mais ainda, era pior ainda”, disse.

“As arenas vieram para acabar com isso. São Paulo, na capital, se você olhar agora, não tem mais estádio difícil para apitar. Itaquera, todos eles são imensos, Morumbi, Palestra, estádios bons. No Rio, Maracanã e Engenhão são tranquilos, Engenhão então…o cara que vê o jogo do último andar é o herói. Eu já vi jogo de lá na Olimpíada e não consegui ver nada. É longe demais, é um estádio olímpico, com a pista. Belo Horizonte, o Mineirão é legal de apitar. Rio Grande do Sul, o estádio do Inter e do Grêmio. Então vou citar estes três. Esticando para a Arena Independência como quarto. Depois são estádios do interior. Aflitos, pronto, é difícil de apitar. O do Sport, Ilha do Retiro, também. O acesso é complicado, a torcida nordestina é muito apaixonada. A minha estreia no Campeonato Pernambucano foi Pesqueira e outro time, na cidade de Pesqueira. Estádio lotado, 15h, quando saiu o gol do Pesqueira veio o meu assistente para dentro do campo com um negócio na mão, eu falei ‘o que foi?’. Jogaram um martelo nele, zerado. Depois o cara veio pedir o martelo ‘bandeirinha, devolve o martelo’, ‘vou devolver não’. Nunca tinha batido em um prego. Ceará e Fortaleza estando bem agora, são 60 mil no estádio. A torcida é muito apaixonada”, finalizou.

Fonte: ESPN