Empresário não dá pista sobre futuro de Cano e minimiza ‘imagem triste’ do jogador abraçado ao filho

Com contrato a vencer em 31 de dezembro, Germán Cano deixou uma pulga atrás da orelha dos vascaínos após a derrota por 3 a 0 para o Vitória, na quarta-feira. Minutos depois do apito final, protagonizou cena comovente ao lado do filho Lorenzo, de 3 anos. Foi buscá-lo atrás de um dos gols, pegou-o no colo e depois o colocou no chão. Ficaram abraçados, conversaram por bastante tempo, e o pequeno parecia sentir a tristeza do pai, consolando-o.

A verdade é que o jogador de 33 anos se valorizou bastante nessas duas temporadas de Brasil e seu futuro é incerto. Apesar da identificação e da pública vontade de seguir no Vasco, Cano tem o maior salário do elenco, e a permanência na Série B dificultará ainda mais a situação financeira do Vasco.

Em 2020, em sua primeira temporada no Brasil, Cano marcou 24 vezes em 51 jogos e ganhou o apelido Máquina de Gols. Neste ano, o número caiu para 19 anotados em 48 partidas. Durante esses quase dois anos, só não foi o protagonista absoluto a partir do retorno de Nenê, anunciado em setembro.

Diante dos holofotes virados para o argentino, o ge procurou o empresário dele, José Constanzo. Embora tenha evitado tratar do futuro, Constanzo, que fica está no Brasil e aqui fica até o próximo dia 16, citou o fato de o vínculo do cliente estar em seus últimos dias e definiu em palavras o marcante abraço de Cano e Lorenzo.

– Germán termina seu contrato. É um tema do qual falaremos depois da última rodada. A imagem é de um profissional que está muito triste pelo que aconteceu. Ele acreditava que o Vasco voltaria à Série A – afirmou.

Em recente entrevista ao ge, no fim de outubro, Cano deixou clara a vontade de seguir no Vasco em 2022. Isso, no entanto, ocorreu quando o Vasco dava sinais de que voltaria à Série A. Depois da declaração, o argentino desperdiçou um pênalti decisivo contra o Guarani e foi vaiado em São Januário diante do Botafogo.

– Eu já falei que quero ficar. Não depende de mim. Tem que falar com o presidente – disse Cano.

No último domingo, após a derrota para o Botafogo, o diretor Alexandre Pássaro, que deixou o Vasco nesta quinta-feira, projetou encontro com empresário José Constanzo, que está no Brasil. O dirigente, no entanto, não seguirá no Vasco em 2022, o que tende atrasar as negociações por renovação.

Cano chegou ao Rio de Janeiro de forma apoteótica, em 6 de janeiro de 2020. Muitos vascaínos o receberam com os gritos de “Uh, tá maneiro, Germán Cano é artilheiro”. A comemoração com o L de Lorenzo logo viralizou, e o jogador se tornou um ídolo não apenas pelos muitos gols, mas também pelas atitudes fora de campo.

Distribuiu alimentos no Morro do Tuiuti, comunidade vizinha a São Januário, ergueu a bandeira do arco-íris ao comemorar gol em jogo que o Vasco fez uma série de homenagens ao movimento LGBTQIA+ e sempre foi extremamente carinhoso com as crianças.

A permanência ou não de Cano em São Januário está indefinida, mas a simbiose e a reciprocidade de uma relação extremamente calorosa seguirão intactas.

Cano e o filho Lorenzo, VascoCano e o filho Lorenzo, Vasco

Fonte: ge

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