Edmundo fala sobre Eurico Miranda “Não tenho mágoa, gostaria muito de ter reatado a amizade com ele”


Em matéria para o seite globoesporte Edmundo falou sobre a relação com o Presidente Eurico Miranda durante entrevista ao canal “Atenção Vascaínos” no youtube, nesta segunda-feira.

O ídolo, em longo depoimento, disse ter se decepcionado com Eurico em 99, quando voltou ao Vasco após passagem pela Fiorentina da Itália. O Animal recordou que o retorno de Romário ao Vasco, acertado em dezembro de 99, foi traumático mara o craque. Amigos no início da carreira, os dois eram desafetos na época.

Edmundo ainda afirmou que Eurico Miranda havia dito que o baixinho ficaria apenas três meses no Vasco da Gama, mas isso não se concretizou. Além disso, citou alguns dos desgastes com Romário em 2000.

Edmundo perdeu da braçadeira de capitão e do posto de batedor de pênaltis para Romário.

Durante a quarentena, o o site GloboEsporte.com lembrou as troca de farpas entre os dois atacantes, que teve seu momento mais destacado numa declaração de Romário após golear por 4 a 1 o Olaria, em de março de 2000. Chamado de príncipe por Edmundo, o Baixinho respondeu que a corte toda estava feliz: “O príncipe (Romário), o rei (Eurico) e o bobo (Edmundo)”. No jogo citado, o Baixinho balançou as redes três vezes, e o Animal marcou uma vez.

Confira depoimento de Edmundo sobre a relação com Eurico Miranda:

“Eu o tenho com o maior respeito, carinho e consideração. O tenho como um pai. Eu tenho um filho chamado Edmundo Júnior que só não se chamou Eurico porque a minha esposa na época não deixou. Tinha uma verdadeira admiração e respeito por ele. Ele não está mais aqui para se defender, é chato, mas ao longo do tempo eu vi que ele fazia por conveniência. O tinha como pai e acho que ele me tinha como mercadoria.

Quando voltei da Itália, ele me chamou em 1999. Ele me fez uma proposta idêntica à que eu ganhava na Itália, me fez um contrato de cinco anos. Logo em seguida que voltei, ele trouxe o Romário e me enganou dizendo que era um contrato de três meses. E não era.

Deu a faixa de capitão. Parece vaidade, as pessoas podem pensar que é coisa de criança, mas não é. Fui convencido a voltar. Teve o Mundial, perdi o pênalti, tive oportunidade de voltar para a Itália, para a Lazio (há um corte na transmissão da live quando Edmundo tenta falar sobre questão salarial no Vasco)… Porque eu quis ir embora, não queria conviver com o Romário, me senti traído. E tinha também o jeitão do Romário, que pegou a faixa de capitão e pegou a bola para bater o pênalti. Enfim, besteira de que hoje faria completamente diferente, mas minha mágoa ficou no fato de ter voltado da Itália e ter ficado 11 meses.

Ele me levou ao Calabouço para me emprestar ao Santos e me obrigou a assinar um documento que tenho até hoje abrindo mão dos salários que eu tinha para receber. Eu tive uma relação sentimental e me senti tratado como uma mercadoria. Acho que o ponto é esse. Não tenho mágoa, gostaria muito de ter reatado a amizade com ele.

Você vê uma pessoa morrer e não poder se despedir é muito ruim. Não guardo coisas ruins no meu coração, só tenho gratidão. Você passa a entender que é mercadoria mesma. Que o sentimento você tem que ter pelos seus filhos, por sua família e alguns amigos. Me perco nas palavras porque de maneira nenhuma eu quero ser leviano ou desonesto.

Tinha uma relação que achava que era mútua e não era”.

Vascaínos Unidos

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